[{"data":1,"prerenderedAt":27},["ShallowReactive",2],{"urospermum-picroides":3},{"popular_names":4,"types":5,"categories":6,"cycles":7,"stratums":8,"is_public":9,"cover_index":10,"revised":9,"_id":11,"gbif_id":12,"scientific_name":13,"name":14,"pictures":15,"canonical_name":16,"slug":17,"createdAt":18,"updatedAt":19,"search_slug":20,"__v":10,"description":21,"planting_instructions":22,"short_description":23,"comments":24,"conversations":25,"plantDiscovers":26},[],[],[],[],[],false,0,"68d5b7b17830e900223bb9d7","3096624","Urospermum picroides (L.) Scop. ex F.W.Schmidt","urospérmo-espinhoso",[],"Urospermum picroides","urospermum-picroides","2025-09-25T21:44:50.800Z","2025-09-25T21:47:08.459Z","urospermo-espinhoso-urospermum-picroides","Urospérmo-espinhoso (Urospermum picroides)\n\n- Família: Asteraceae (mesma família do dente-de-leão).\n- Origem: região mediterrânea (sul da Europa, Norte da África e partes do Sudoeste Asiático). Hoje está naturalizada em várias áreas de clima mediterrânico, como a Califórnia e o sul da Austrália.\n- Outros nomes: em inglês é chamada de prickly goldenfleece; em português às vezes também aparece como urospérmio-espinhoso.\n\nAspecto e identificação\n- Porte: erva anual (às vezes bienal), 10–50 cm de altura, com uma roseta de folhas na base e hastes eretas que se ramificam.\n- Folhas: verdes, ásperas ao toque, com pelos rígidos; as da base são maiores e profundamente recortadas (lobadas), lembrando as de outras “serralhas”. As folhas superiores são menores e abraçam parcialmente o caule.\n- Caule: oco, com pelos, exsuda látex branco quando quebrado (típico das “compostas” do grupo do dente‑de‑leão).\n- Flores: amarelas e todas liguladas (parecem pequenas “línguas”, como no dente‑de‑leão). Cada haste geralmente carrega uma cabeça floral. Por baixo das flores há um “colar” de brácteas com pontas rígidas e espinhosas, que dá o aspecto espinhoso característico. As lígulas costumam ter tons amarronzados no verso.\n- Frutos e sementes: produz aquênios (sementes secas) com um “biquinho” e um penacho (pápus) que ajuda a dispersão pelo vento. O conjunto maduro forma uma esfera menos fofa que a do dente‑de‑leão, mais “ouriçada”.\n- Cheiro/sabor: ligeiramente amargo (parentesco com chicórias).\n\nCiclo de vida\n- Germina com as primeiras chuvas (outono/inverno em clima mediterrânico), forma roseta, floresce na primavera e frutifica no fim da primavera/início do verão. Em locais mais frios pode comportar-se como bienal.\n\nHabitat\n- Ambientes abertos e perturbados: bordas de estradas, campos cultivados, pastagens, baldios, dunas e solos arenosos. Tolera seca depois de estabelecida e prefere sol pleno.\n\nEcologia\n- Visitada por abelhas, moscas e outros insetos que coletam néctar e pólen.\n- Atua como planta pioneira, cobrindo rapidamente áreas expostas e disseminando-se pelos ventos.\n- Em regiões onde não é nativa pode tornar-se daninha, competindo com culturas e a vegetação local.\n\nComo distinguir de parecidas\n- Helminthotheca/Picris (ox-tongue) e serralhas (Sonchus) são parecidas. No urospérmo-espinhoso, o “colar” de brácteas com pontas rígidas e salientes em volta da cabeça floral é bem marcante; o pedúnculo costuma engrossar logo abaixo da flor; o capítulo maduro vira uma esfera mais rija, não tão “algodão” quanto a do dente‑de‑leão.\n\nUsos e curiosidades\n- O nome Urospermum vem do grego “oura” (cauda) + “sperma” (semente), referência ao “biquinho” das sementes; “picroides” significa “parecido com Picris”.\n- Em algumas regiões mediterrâneas, folhas jovens são usadas de forma semelhante às de chicória, sempre com preparo para reduzir o amargor. Como em qualquer forrageamento, só consuma com identificação segura.\n- Não é conhecida como tóxica para pessoas, mas os espinhos das brácteas podem incomodar ao manusear.\n\nManejo (quando daninha)\n- Arrancar manualmente com raiz antes de formar a esfera de sementes.\n- Cortar as cabeças florais antes de amadurecerem.\n- Cobertura morta (mulch) e sombreamento reduzem a germinação em áreas de jardim.","Resumo rápido\n- Hábito: anual a bianual de clima mediterrânico; rústica, de fácil cultivo e com forte potencial de se “espontanear” (autossemeadura).\n- Uso: mais para jardins de baixa manutenção/naturalizados; flores amarelas tipo “dente‑de‑leão” atraem polinizadores.\n- Atenção: espécie considerada daninha/invasora em vários países. Verifique a legislação local e controle a formação de sementes se decidir cultivá-la.\n\nCondições ideais\n- Clima: mediterrânico ou temperado; suporta geadas leves (até cerca de –3/–5 °C). Em regiões quentes, comporta‑se como anual de outono‑inverno.\n- Luz: sol pleno (ideal) a meia‑sombra clara. Menos sol = plantas mais estioladas e com menos flores.\n- Solo: bem drenado, pobre a moderadamente fértil; tolera solos arenosos ou pedregosos e pH neutro a levemente alcalino. Evite encharcamento.\n\nComo plantar (semeadura é o método padrão)\n1) Época\n- Regiões de inverno ameno: semear no fim do verão ao outono, para florescer na primavera.\n- Regiões frias: semear no início da primavera, após risco de geadas fortes.\n\n2) Preparo do solo\n- Revolver levemente e incorporar uma fina camada de composto maduro (não precisa muito; excesso de nitrogênio deixa a planta fraca).\n- Garantir drenagem; eleve canteiros se o solo for pesado.\n\n3) Semeadura e espaçamento\n- Semeie a lanço ou em linhas rasas; cubra muito pouco (0–5 mm) ou apenas pressione as sementes no solo — precisam de luz para germinar.\n- Mantenha o solo levemente úmido até a emergência.\n- Germinação: 7–21 dias a 10–20 °C.\n- Desbaste para 20–30 cm entre plantas.\n\nRega\n- Até pegar: manter umidade leve e constante (sem encharcar).\n- Depois de estabelecida: regas profundas e espaçadas; em clima seco, a cada 10–14 dias. É tolerante à seca.\n\nAdubação\n- Geralmente desnecessária. Se o solo for muito pobre, aplique uma camada fina de composto no início do ciclo.\n\nManutenção\n- Capina leve ao redor no começo para reduzir competição.\n- Desponte/retirada de capítulos florais secos se não quiser que se espalhe por sementes.\n- Use luvas: as brácteas do capítulo são espinhosas e a planta solta látex que pode irritar pele sensível.\n\nCiclo e floração\n- Forma roseta basal no outono/inverno; hasteia e floresce na primavera até o início do verão.\n- Em calor e seca intensos, tende a secar e encerrar o ciclo. Pode comportar‑se como bianual em climas mais frescos.\n\nPropagação e sementes\n- Por sementes, semeadas frescas ou armazenadas em local seco e fresco por até 2–3 anos.\n- Colha os aquênios quando os “pompoms” estiverem secos; ensaque as cabeças para evitar dispersão pelo vento.\n- Não requer estratificação; apenas semeadura rasa com luz.\n\nCultivo em vaso\n- Funciona bem para controlar a disseminação.\n- Use vaso de 20–30 cm com substrato drenante (mistura de terra comum com areia grossa).\n- Regue moderadamente e mantenha ao sol pleno.\n\nPragas e doenças\n- Geralmente sem problemas sérios. Podem aparecer pulgões em brotações novas e oídio em umidade alta.\n- Controle cultural: boa ventilação, evitar excesso de adubo e água; jatos d’água ou sabonete potássico para pulgões, se necessário.\n\nRisco de invasão e controle\n- Produz muitas sementes com “penacho” (dispersão pelo vento). Para evitar infestação:\n  - Remova flores antes de soltarem as sementes.\n  - Descarte resíduos florais no lixo (não em compostagem aberta).\n  - Use cobertura morta (mulch) para reduzir germinação em canteiros adjacentes.\n  - Se não quiser mais a planta, arranque a roseta inteira antes da floração.\n\nObservações finais\n- Útil em jardins de baixa irrigação e para atrair polinizadores, mas manuseie com cuidado e controle a autossemeadura.\n- Verifique listas locais de espécies invasoras; em algumas regiões pode ser desencorajada ou restrita.","Urospérmo-espinhoso (Urospermum picroides): dente-de-leão amarelo com brácteas espinhosas, durão de solos secos e queridinho de abelhas e polinizadores.",[],[],[],1785514551127]