[{"data":1,"prerenderedAt":26},["ShallowReactive",2],{"khaya-ivorensis":3},{"popular_names":4,"types":5,"categories":6,"cycles":7,"stratums":8,"is_public":9,"cover_index":10,"revised":9,"_id":11,"gbif_id":12,"pictures":13,"canonical_name":14,"scientific_name":15,"slug":16,"name":17,"short_description":18,"description":19,"planting_instructions":20,"createdAt":21,"updatedAt":21,"search_slug":22,"__v":10,"comments":23,"conversations":24,"plantDiscovers":25},[],[],[],[],[],false,0,"6a00c15b344c5f002235c58d","3852012",[],"Khaya ivorensis","Khaya ivorensis A.Chev.","khaya-ivorensis","mogno-africano","Mogno-africano (Khaya ivorensis): gigante tropical de casca lisa e madeira vermelha luxuosa — sombra generosa, charme nobre e muito cobiçado por móveis!","Mogno‑africano (Khaya ivorensis)\n\nDescrição geral\n- Árvore grande, típica das florestas tropicais da África Ocidental e Central. Pode atingir 30–40 m de altura, com tronco reto e cilíndrico e copa alta. Frequentemente forma bermas (raízes tabulares) na base em solos alagadiços.\n- Casca externa de cor castanha‑acinzentada, ligeiramente fissurada; lenho de cor castanho‑avermelhada, bastante apreciado na madeira nobre.\n\nFolhas, flores e frutos\n- Folhas compostas imparipenadas, com 4–8 pares de folíolos: folíolos brilhantes, verde‑escuros, elípticos a oblongos.\n- Flores pequenas, agrupadas em panículas terminais, de cor branca a creme e geralmente fragrantes.\n- Fruto em cápsula lenhosa que se abre quando madura, contendo várias sementes cobertas por pêlos alares ou flocosos que auxiliam a dispersão pelo vento.\n\nHabitat e distribuição\n- Natural das florestas tropicais húmidas da África Ocidental e Central (por exemplo Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Gabão, Congo e regiões vizinhas).\n- Prefere solos profundos e bem drenados, mas também ocorre em galerias ripárias e solos mais húmidos. Encontra‑se desde o nível do mar até altitudes moderadas.\n\nCrescimento e reprodução\n- Crescimento relativamente rápido quando jovem, especialmente em condições de luz plena e solo fértil.\n- Propaga‑se principalmente por sementes; a viabilidade das sementes diminui com o tempo, por isso recomenda‑se semear sementes frescas. Germinação relativamente rápida.\n- Em florestas naturais, a regeneração pode ser difícil quando a espécie é muito explorada.\n\nUsos\n- Madeira: principal uso — madeira dura, de cor castanha‑avermelhada, com textura fina a média. Fácil de trabalhar, aceita bem vernizes e colas; usada em móveis de qualidade, marcenaria, revestimentos, painéis, instrumentos musicais, portas e barcos.\n- Usos tradicionais: casca, folhas e às vezes óleos são usados em remédios populares para tratar febres, problemas digestivos e outras afecções (práticas variam por região).\n- Também plantada em viveiros e em projetos de reflorestamento e agroflorestais por seu valor madeireiro e crescimento relativamente rápido.\n\nAmeaças e conservação\n- Muito explorada por sua madeira valiosa. A extração seletiva e a conversão de florestas para agricultura reduziram populações naturais.\n- Está listada como espécie ameaçada em várias avaliações regionais; a Lista Vermelha da IUCN classifica Khaya ivorensis como Vulnerável devido à perda de habitat e à exploração excessiva.\n- Medidas recomendadas: manejo florestal sustentável, criação de povoamentos e plantações comerciais, proteção de populações remanescentes e programas de reprodução em viveiro.\n\nIdentificação prática (como reconhecer no campo)\n- Árvore alta com tronco cilíndrico e casca castanha.\n- Folhas compostas com folíolos brilhantes e dispostos de forma característica.\n- Flores brancas agrupadas em panículas e frutos em cápsula com sementes aladas/peludas.\n\nEspécies semelhantes\n- Pode ser confundida com outros mogno africanos do género Khaya (ex.: Khaya grandifoliola, Khaya anthotheca). Diferenças finas estão em número/forma dos folíolos, tamanho/forma dos frutos e características da madeira.\n\nObservações finais\n- O mogno‑africano é uma espécie de grande valor económico e ecológico. Para assegurar sua disponibilidade futura, priorize madeira de origem legal e certificada e incentive o plantio e manejo sustentável.","Aqui está um guia prático para plantar e cuidar do mogno‑africano (Khaya ivorensis). Inclui desde a propagação até manejo, pragas e recomendações para produção de madeira.\n\nResumo da espécie\n- Nome comum: mogno‑africano, mogno‑da‑Costa (Khaya ivorensis).\n- Ambiente: espécie tropical de crescimento rápido, usada para madeira nobre. Melhor em clima quente, sem geadas, com precipitação média anual alta (idealmente > 1.000–1.500 mm) e boa estação chuvosa.\n- Solo: prefere solos profundos, bem drenados, férteis (pH ~5–7). Sensível a encharcamento e solos extremamente compactos.\n\nPropagação\n- Origem mais comum: sementes. Viabilidade curta (receptáculo “recalcitrante”) — semeadura o mais fresco possível, preferencialmente em até 1–3 semanas após colheita.\n- Pré‑tratamento: remoção do tegumento duro não costuma ser necessária; imersão em água morna 12–24 h pode melhorar a germinação.\n- Germinação: rápida (dias a semanas). Semeie em viveiro em substrato fértil e bem drenado; use tubos/polibags para facilitar o transplante.\n- Alternativas: estaquia e enxertia são pouco usadas/com maior dificuldade; propagação comercial é quase sempre por sementes.\n\nProdução de mudas (viveiro)\n- Substrato: mistura de terra vegetal, areia e matéria orgânica (e.g. 2:1:1).\n- Semeadura: plantar 1 semente por tubete; manter sombra parcial (20–30%) os primeiros dias se sol forte.\n- Irrigação: manter húmido, evitar encharcamento.\n- Tempo até transplante: 3–6 meses, quando a muda tem 25–50 cm e sistema radicular bem formado.\n\nPlantio no campo\n- Época: início da estação das chuvas.\n- Espaçamento (dependendo do objetivo):\n  - Corto ciclo/alta densidade (produção de massa/abate precoce): 3 x 3 m (≈1.100 árvores/ha).\n  - Ciclo médio/uso múltiplo: 5 x 5 m (400/ha).\n  - Ciclo longo/madeira de grande diâmetro: 6–8 x 6–8 m (≈156–278/ha).\n- Covas: 30–50 cm de largura/profundidade; para mudas tubetadas, cova menor (30 cm) é suficiente. Misturar composto orgânico bem curtido ao solo de plantio.\n- Profundidade de plantio: plantar à mesma profundidade que estava no tubete; não enterrar o colarinho.\n- Proteção: amarar se área ventosa; usar proteção contra animais se houver risco de pastoreio.\n\nCuidados pós‑plantio — primeiros 1–3 anos (cruciais)\n- Rega: manter solo úmido, regas regulares nos primeiros 1–2 anos na ausência de chuva (aplicar água profunda semanalmente ou a cada 10–14 dias, dependendo do clima).\n- Adubação inicial: no plantio, aplicar matéria orgânica (composto) e dose basal de NPK balanceado (ex.: 10‑10‑10) em pequenas quantidades ao redor da cova; depois, adubações anuais com Nitrogênio e Fósforo conforme análise de solo.\n- Cobertura (mulch): aplicar mulch orgânico (palha, folhas) em torno da base (não encostando no tronco) para conservar umidade e suprimir ervas.\n- Capina/controle de ervas: importante durante os primeiros 2–3 anos para reduzir competição; manter um raio de 0,5–1 m limpo ao redor da muda.\n- Formação e poda: podar ramos baixos para formar um fuste (tronco limpo) — faça podas leves e graduais; remova rebrotações e ramos mal posicionados. Evite podas pesadas durante épocas de muita umidade para reduzir risco de entrada de patógenos.\n\nManejo para produção de madeira\n- Desbastes/clareios: realizar desbastes para favorecer árvores selecionadas e aumentar ganho de diâmetro; primeiro desbaste comum aos 3–5 anos, depois intervalos conforme objetivo de produção.\n- Raízes/coppice: Khaya pode rebrotar, mas qualidade da madeira pode diminuir em cortes repetidos; manejo de corte e regeneração deve ser planejado.\n\nPragas e doenças\n- Praga importante: lagarta/lagarta de ponta (Hypsipyla spp. — broca de rebentos) que ataca brotos apicais das Meliaceae, provocando ramificação, má formação do fuste e perda de qualidade para madeira. Khaya é menos suscetível que Cedrela, mas a praga pode causar prejuízos.\n  - Medidas: evitar povoamentos monoespecíficos extensos, adotar plantios mistos, manter rápido crescimento inicial, monitorar e, se necessário, uso localizado de inseticidas no ápice atacado; manejo integrado (armadilhas, controle cultural).\n- Outros: ataques de cupins em tocos ou madeira, pragas defoliadoras e doenças de raiz em solos encharcados (fungos). Boa drenagem, vigor da planta e rotação/mistura de espécies reduzem riscos.\n- Prevenção: manter mudas sadias, evitar encharcamento, podas bem feitas, e manejar densidade e espécie companheira.\n\nAdubação e fertilidade (orientações gerais)\n- Antes do plantio: análise de solo ideal.\n- Em áreas sem análise, aplicar matéria orgânica no plantio e uma dose inicial moderada de NPK.\n- Manutenção: aplicações anuais de N (ex.: 50–150 g/árvore/ano N nos primeiros anos, ajustando conforme crescimento) e P se solo for pobre; ajustar conforme análise de solo e resposta das plantas.\n- Micronutrientes: necessários se houver sintomas de deficiência (amarelecimento, crescimento reduzido).\n\nPoda e formação do fuste\n- Objetivo: produzir um tronco longo e reto para madeira nobre.\n- Práticas: eliminar ramos laterais baixos gradualmente (começar após o 2.º–3.º ano), manter corte bem feito para evitar entrada de patógenos, não retirar mais de 25–30% da copa de uma só vez.\n- Tempo: retire ramos até a altura desejada para madeira comercial (p.ex. 6–8 m), fazendo isso progressivamente.\n\nObservações sobre ambiente e limitações\n- Sensível a geadas; não indicado para climas temperados frios.\n- Evitar locais com encharcamento prolongado.\n- Em plantios comerciais monoculturais, ficar atento ao ataque de Hypsipyla; plantios mistos são recomendados em curto/médio prazo.\n\nColheita e uso\n- Crescimento: rápido em boas condições — pode alcançar diâmetros comerciais em 15–30 anos dependendo do espaçamento e manejo.\n- Uso: madeira nobre, móvel, construção naval, marcenaria fina.\n\nChecklist prático para plantio\n1. Recolher sementes frescas e semeá‑las rapidamente no viveiro.  \n2. Produzir mudas 3–6 meses em tubos com substrato bem drenado.  \n3. Plantar no início da estação chuvosa, com cova preparada e composto.  \n4. Aplicar mulch e manter controle de ervas; regar conforme necessário no primeiro ano.  \n5. Fazer formação do fuste com podas graduais; aplicar adubações anuais conforme necessidade.  \n6. Monitorar por Hypsipyla e outras pragas; preferir plantios mistos/medidas de manejo integrado.  \n7. Realizar desbastes conforme objetivo de produção para melhorar diâmetro e qualidade.\n\nSe quiser, eu posso:\n- Preparar um plano de plantio específico por hectare com espaçamento, número de mudas, cronograma de adubações e custos estimados.  \n- Indicar detalhes sobre tratamento de sementes, receitas de substrato ou tabelas de adubação baseadas em análise de solo (se você fornecer resultados).\n\nQuer que eu monte um plano por hectare (objetivo: madeira de alta qualidade em 25–30 anos) com custos e cronograma?","2026-05-10T17:34:13.694Z","mogno-africano-khaya-ivorensis",[],[],[],1785514536227]