[{"data":1,"prerenderedAt":249},["ShallowReactive",2],{"guia-de-roca":3},{"_id":4,"title":5,"slug":6,"image":7,"subject":8,"short_description":9,"summary":10,"audio":11,"chapters":12,"createdAt":247,"comments":248},"6ae6900ee6c4e33f2c740608","Uma roça diversa","guia-de-roca","/uploads/guides/covers/guia-de-roca.webp","A roça da agricultura familiar: planejar, preparar sem fogo, plantar e criar","Planeje uma roça diversa: ler o terreno, preparar sem fogo, adubos verdes, milho, feijão, abóbora, mandioca, galinhas e abelhas","\u003Cp>Um curso para quem tem uma terrinha e quer plantar comida em quantidade: como ler o terreno e organizar a roça, por que deixar a queimada e como preparar a área com cobertura, os adubos verdes que trazem nitrogênio do ar, o trio milho, feijão e abóbora, o plantio da mandioca segundo a Embrapa, as galinhas caipiras com piquetes e o galinheiro móvel, e as abelhas sem ferrão que polinizam a roça.\u003C/p>","",[13,49,82,115,148,181,214],{"topics":14,"_id":20,"title":21,"summary":22,"quiz":23,"audio":48},[15,16,17,18,19],"Para onde escorre a água: nunca plantar morro abaixo","Terras encharcadas, argilosas ou esgotadas","O mato e a análise de solo contam como está a terra","Perto o que pede cuidado diário, longe o que se cuida sozinho","Começar do tamanho que dá e anotar tudo","6ae686f0672ed63ac5ce2587","Planejar a roça","\u003Cp>Chega uma hora em que o quintal fica pequeno. Uma terrinha, um pedaço emprestado do sítio da família, um lote num assentamento: a roça é o lugar onde se planta comida em quantidade, para comer o ano inteiro e às vezes vender. Neste curso você vai planejar uma roça diversa, preparar a terra sem fogo, plantar o trio milho, feijão e abóbora e a mandioca, criar galinhas e abelhas nativas. Tudo começa olhando a terra com calma.\u003C/p>\u003Ch3>Leia o terreno antes de plantar\u003C/h3>\u003Cp>A primeira pergunta é para onde a água escorre. A cartilha de mandioca da Embrapa Mandioca e Fruticultura lista o que evitar: plantar ladeira abaixo, em terrenos muito argilosos, em áreas sujeitas a encharcamento e em terras fracas ou esgotadas por outros cultivos. Linhas que descem o morro viram canais, e a chuva forte leva a melhor terra embora. Nos terrenos inclinados, as linhas de plantio seguem a curva de nível, atravessando o morro.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/ler-o-terreno.webp\" alt=\"Cinco perguntas para ler o terreno: para onde a água escorre, nunca plantando em linhas morro abaixo; onde a terra encharca, porque baixadas mal drenadas não servem para mandioca; que mato nasce ali, pois o mato conta como está o solo; onde bate o sol e o vento, com quebra-ventos e árvores protegendo a roça; o que fica perto de casa, porque o que pede cuidado diário fica mais perto.\" width=\"1600\" height=\"2064\">\u003Cfigcaption>Cinco perguntas para escolher onde vai cada cultura.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>Depois, observe o mato. O que nasce sozinho conta muito sobre o solo: terras compactadas, ácidas ou cansadas têm plantas típicas, como você viu no curso Plantar regenerando. Repare onde bate o sol de manhã e à tarde, de onde vem o vento forte e onde estão a água e as árvores. Se puder, faça uma análise de solo com a assistência técnica do seu município: ela mostra se a terra precisa de calcário e de quais nutrientes.\u003C/p>\u003Ch3>O que fica perto e o que fica longe\u003C/h3>\u003Cp>Uma ideia da permacultura, que você conheceu no curso Um lugar que se sustenta, ajuda a organizar a roça: o que pede cuidado todo dia fica perto da casa, e o que se cuida sozinho fica mais longe. Perto da casa, a horta e os temperos. Um pouco além, as galinhas e o pomar. Depois, a roça de milho, feijão e mandioca, que pede visitas na época de plantar, capinar e colher. E, nas bordas, a mata, protegendo as nascentes e servindo de casa para os bichos que ajudam a roça.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/mapa-da-roca.webp\" alt=\"Semicírculos concêntricos ao redor da casa: horta no primeiro anel, pomar e galinhas no segundo, roça de milho, feijão e mandioca no terceiro, e mata e nascente no anel mais externo.\" width=\"1600\" height=\"2112\">\u003Cfigcaption>Do que pede cuidado todo dia ao que cuida de si.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/qUaXqN84fqI\" title=\"Como organizar os espaços do sítio\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=qUaXqN84fqI\">Como organizar os espaços do sítio\u003C/a> · Rama Permacultura · 8 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Comece do tamanho que dá\u003C/h3>\u003Cp>Uma roça grande demais vira um mato grande demais. Comece com um pedaço que você consegue capinar e colher no tempo que tem, e aumente a cada safra. Anote tudo num caderno de campo: o que plantou, quando, quanto colheu, o que deu errado. Em poucos anos, esse caderno vale mais que qualquer manual, porque conta como a sua terra se comporta.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Segundo a mesma cartilha da Embrapa, os solos arenosos e areno-argilosos são os mais apropriados para a mandioca: deixam a água passar, favorecem o engrossamento das raízes e facilitam a colheita, porque a raiz sai mais fácil.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Faça o primeiro mapa da sua roça:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Caminhe pelo terreno depois de uma chuva\u003C/strong> e marque por onde a água escorre e onde empoça.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Desenhe um mapa simples\u003C/strong> com a casa, a água, as árvores e o caminho do sol.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Escolha o primeiro pedaço\u003C/strong> da roça, do tamanho que você consegue cuidar.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Ferreira Filho, J. R.; Silveira, H. F.; Macedo, J. J. G.; Lima, M. B.; Cardoso, C. E. L. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/974126/1/CartilhaMandioca2013.pdf\">Cultivo, processamento e uso da mandioca: instruções práticas\u003C/a>. Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2013.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[24,32,40],{"options":25,"question":29,"answer":30,"explanation":31},[26,27,28],"Em linhas morro abaixo","Em linhas na curva de nível, atravessando o morro","Sem linha nenhuma, espalhado a lanço","Como plantar num terreno inclinado?",1,"Linhas morro abaixo viram canais e a chuva leva a terra.",{"options":33,"question":37,"answer":38,"explanation":39},[34,35,36],"O que pede cuidado diário","A mata e a nascente da propriedade","A roça de mandioca e de milho","O que fica mais perto da casa?",0,"Como a horta e os temperos.",{"options":41,"question":45,"answer":46,"explanation":47},[42,43,44],"Os encharcados","Os muito argilosos","Os arenosos e areno-argilosos","Que solos a Embrapa considera mais apropriados para a mandioca?",2,"Deixam a água passar e facilitam a colheita.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-planejar-a-roca-dialogo.mp3",{"topics":50,"_id":56,"title":57,"summary":58,"quiz":59,"audio":81},[51,52,53,54,55],"Por que o fogo ainda é usado","As perdas de nutrientes na queimada","Roçar, triturar e cobrir: o projeto Tipitamba","Mais umidade, menos mato e menos incêndio","Plantar direto na palhada","6ae686f0dc834606508b195e","Preparar sem fogo","\u003Cp>Por muito tempo, preparar a roça significou botar fogo. O fogo limpa a área depressa e as cinzas dão um empurrão na primeira colheita. Mas o preço é alto, e ele aparece nos anos seguintes. Neste capítulo, o que se perde com a queimada e como preparar a terra sem fogo.\u003C/p>\u003Ch3>O que a queimada leva embora\u003C/h3>\u003Cp>A Embrapa Amazônia Oriental explica que o fogo é usado até hoje por facilitar a limpeza da área e por deixar os nutrientes da vegetação disponíveis nas cinzas. Mas, na queima, perde-se boa parte desses nutrientes, que vão embora com a fumaça. Segundo a Embrapa, as perdas chegam a 96% do nitrogênio, 47% do fósforo, 48% do potássio, 35% do cálcio, 40% do magnésio e 76% do enxofre, o que compromete a sustentabilidade da agricultura familiar.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/queimada.webp\" alt=\"Gráfico de barras com os nutrientes da vegetação perdidos na queimada: nitrogênio 96%, enxofre 76%, potássio 48%, fósforo 47%, magnésio 40% e cálcio 35%. Nota: triturar a capoeira e deixar como cobertura guarda esses nutrientes no sistema.\" width=\"1600\" height=\"1979\">\u003Cfigcaption>Perdas de nutrientes na queima, segundo a Embrapa Amazônia Oriental.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>Além disso, a queimada mata a vida do solo, deixa a terra descoberta para o sol e a chuva e lança fumaça e gás carbônico no ar. A cada ciclo de queima, a terra fica um pouco mais fraca, e o agricultor precisa abrir área nova. E o fogo de roça foge do controle com facilidade, virando incêndio.\u003C/p>\u003Ch3>Roçar, triturar e cobrir\u003C/h3>\u003Cp>A alternativa estudada pela Embrapa Amazônia Oriental no projeto Tipitamba, com universidades da Alemanha, é triturar a vegetação e usá-la como cobertura morta no próprio terreno. Segundo a Embrapa, esse processo evita a perda de nutrientes da queima, melhora o solo com matéria orgânica, segura a umidade e deixa o calendário de plantio mais flexível, reduz o mato durante o cultivo, reduz os riscos de incêndio, alivia o trabalho do agricultor e permite plantar a mesma área por vários ciclos seguidos.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/sem-fogo.webp\" alt=\"Cinco passos para preparar a área sem fogo: roçar a capoeira ou o mato, à mão, com roçadeira ou com triturador; picar e deixar no chão, a palhada vira cobertura e adubo; plantar direto na palha, abrindo só a cova ou o sulco; a umidade fica no solo e o calendário fica mais folgado; menos mato e menos incêndio, e a terra pode ser plantada de novo.\" width=\"1600\" height=\"1925\">\u003Cfigcaption>Roçar, triturar e cobrir em vez de queimar.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>Na Amazônia, o projeto usa trituradores puxados por trator. Numa roça pequena, o mesmo princípio funciona com foice, facão e roçadeira: corte o mato e a capoeira, pique os galhos e deixe tudo espalhado sobre a terra. Depois, abra só a cova ou o sulco onde vai a semente ou a maniva. A palhada segura a água, abafa o mato e, ao se decompor, alimenta o solo.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/gLxhqwMn6TI\" title=\"Sistema de agricultura sem queima: Projeto Tipitamba\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=gLxhqwMn6TI\">Sistema de agricultura sem queima: Projeto Tipitamba\u003C/a> · Embrapa · 9 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Segundo a Embrapa, a fumaça das queimadas aumenta a quantidade de gás carbônico na atmosfera e pode até afetar a formação das nuvens de chuva.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Prepare um pedaço sem fogo:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Escolha um canteiro ou um pedaço de roça\u003C/strong> com mato ou capoeira baixa.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Roce, pique e espalhe\u003C/strong> todo o material cortado sobre a terra.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Plante abrindo só as covas\u003C/strong> e acompanhe a umidade da terra nas semanas seguintes.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Embrapa Amazônia Oriental. \u003Ca href=\"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1073047/1/Produzirsemqueimar.pdf\">Produzir sem queimar: intensificando o manejo da capoeira com sustentabilidade\u003C/a>. Embrapa Amazônia Oriental (Projeto Tipitamba), s.d..\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[60,67,74],{"options":61,"question":65,"answer":38,"explanation":66},[62,63,64],"Cerca de 96%","Cerca de 10%","Nada","Quanto do nitrogênio da vegetação se perde na queimada?","Ele vai embora com a fumaça.",{"options":68,"question":72,"answer":30,"explanation":73},[69,70,71],"Enterra toda a vegetação","Tritura e usa como cobertura","Leva o mato embora de caminhão","O que o projeto Tipitamba faz no lugar da queima?","A palhada segura a umidade e alimenta o solo.",{"options":75,"question":79,"answer":46,"explanation":80},[76,77,78],"A colheita fica pronta em poucos dias","Não precisa mais plantar nem capinar","A mesma área pode ser plantada de novo","Qual destas é uma vantagem de preparar sem fogo?","E ainda reduz o risco de incêndio e o trabalho pesado.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-preparar-sem-fogo-dialogo.mp3",{"topics":83,"_id":89,"title":90,"summary":91,"quiz":92,"audio":114},[84,85,86,87,88],"O que é adubação verde","Leguminosas e a fixação de nitrogênio do ar","Menos capina, solo protegido, mais húmus e umidade","Pré-cultivo, consórcio e rotação","Crotalária, feijão-de-porco, mucuna e guandu","6ae686f04145a2cf4bbe7fe6","Adubos verdes","\u003Cp>Existe um adubo que se planta. São os adubos verdes: plantas cultivadas não para colher, mas para alimentar e proteger o solo. A maioria é leguminosa, da família do feijão, e traz nitrogênio do ar para a terra. Você já a encontrou nos cursos Plantar regenerando e Um lugar que se sustenta; neste capítulo, o que é a adubação verde, para que serve e como usá-la na roça.\u003C/p>\u003Ch3>O adubo que vem do ar\u003C/h3>\u003Cp>A Embrapa Agroindústria Tropical define a adubação verde como a técnica de incorporar, semi-incorporar ou deixar na superfície do solo a massa verde, com folhas, flores, ramos e raízes, de plantas jovens cultivadas especialmente para melhorar a produtividade do solo. A preferência é pelas leguminosas, porque nas suas raízes vivem bactérias que fazem a fixação do nitrogênio do ar. O nitrogênio é o nutriente que as plantas mais pedem, e é justamente o que a queimada mais leva embora.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/adubos-verdes.webp\" alt=\"Quatro cartões de adubos verdes. Crotalária: flores amarelas, cresce rápido. Feijão-de-porco: rústico, aguenta seca e solo fraco. Mucuna: trepadeira que cobre o chão todo. Guandu: arbusto de raiz funda, que dá grão.\" width=\"1600\" height=\"1883\">\u003Cfigcaption>Leguminosas que fixam nitrogênio do ar e cobrem o solo.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>O que mais eles fazem\u003C/h3>\u003Cp>Segundo a Embrapa, além do nitrogênio, as leguminosas trazem outros benefícios: diminuem o número de capinas, porque ocupam o lugar do mato; melhoram o solo física, química e biologicamente; cobrem e protegem a terra contra a erosão e o sol forte; ajudam no controle de nematoides em pomares; aumentam o húmus; e mantêm a umidade do solo. As raízes fundas de algumas delas, como o guandu, ainda furam camadas duras e trazem nutrientes de baixo.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/adubacao-verde.webp\" alt=\"Cinco benefícios da adubação verde: fixa nitrogênio do ar com bactérias nas raízes; menos capina; protege o solo contra erosão e sol forte; mais húmus e umidade; ajuda contra nematoides em pomares de fruteiras.\" width=\"1600\" height=\"2096\">\u003Cfigcaption>Segundo a Embrapa Agroindústria Tropical.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Como usar na roça\u003C/h3>\u003Cp>Há três jeitos principais. No \u003Cstrong>pré-cultivo\u003C/strong>, você planta o adubo verde antes da cultura principal, deixa crescer até a floração, roça e deixa a massa sobre o solo; depois planta o milho ou a mandioca no meio da palhada. No \u003Cstrong>consórcio\u003C/strong>, o adubo verde cresce junto com a cultura, nas entrelinhas, como o feijão-de-porco no meio do milho. E na \u003Cstrong>rotação\u003C/strong>, um pedaço da roça descansa uma temporada coberto de leguminosas, recuperando a força. O ponto de corte é na floração: é quando a planta tem mais massa e mais nitrogênio guardado.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/ZjSc_aFqzrc\" title=\"Adubação verde com feijão-de-porco, parte 1\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=ZjSc_aFqzrc\">Adubação verde com feijão-de-porco, parte 1\u003C/a> · Semente de Tudo · 3 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>Cada região tem os seus adubos verdes preferidos. A crotalária cresce rápido e tem flores amarelas que atraem abelhas. O feijão-de-porco é rústico e aguenta seca e solo fraco. A mucuna é uma trepadeira que cobre o chão inteiro e abafa o mato. O guandu é um arbusto que dura mais de um ano e ainda dá um grão de comer. Pergunte à assistência técnica e aos vizinhos quais funcionam melhor na sua terra.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>A Embrapa Agroindústria Tropical destaca a adubação verde como alternativa para os solos arenosos do Nordeste, que perdem matéria orgânica e água com facilidade.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Plante o seu primeiro adubo verde:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Consiga sementes\u003C/strong> de feijão-de-porco, crotalária ou guandu com vizinhos, cooperativa ou assistência técnica.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Semeie num pedaço que vai descansar\u003C/strong> ou nas entrelinhas do milho.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Na floração, roce e deixe sobre o solo\u003C/strong>, e plante a próxima cultura no meio da palha.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Oliveira, F. N. S.; Lima, A. A. C.; Costa, J. B. A. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/422584/1/Ct025.pdf\">Adubação verde: alternativa para os solos arenosos do Nordeste\u003C/a>. Embrapa Agroindústria Tropical, Comunicado Técnico 25, 1997.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[93,100,107],{"options":94,"question":98,"answer":46,"explanation":99},[95,96,97],"Têm flores mais bonitas","Crescem só na sombra","Fixam nitrogênio do ar","Por que se preferem as leguminosas como adubo verde?","Bactérias nas raízes fazem esse trabalho.",{"options":101,"question":105,"answer":38,"explanation":106},[102,103,104],"Na floração, com mais massa verde","Logo que nasce","Depois de secar as sementes","Quando roçar o adubo verde?","É quando tem mais massa e mais nitrogênio guardado.",{"options":108,"question":112,"answer":30,"explanation":113},[109,110,111],"Exige mais capinas durante o ano","Protege o solo da erosão","Deixa o solo mais seco e mais quente","Qual destes é um benefício da adubação verde?","E ainda aumenta o húmus e a umidade.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-adubos-verdes-dialogo.mp3",{"topics":116,"_id":122,"title":123,"summary":124,"quiz":125,"audio":147},[117,118,119,120,121],"O consórcio milho e feijão na agricultura familiar","Cada planta num andar","O feijão sobe no milho e fixa nitrogênio","A abóbora cobre o chão","Ordem de plantio e sementes crioulas","6ae686f03b88d0d1bdca35ad","Milho, feijão e abóbora","\u003Cp>Milho, feijão e abóbora plantados juntos são uma das combinações mais antigas das Américas. Os povos indígenas do México chamam esse trio de milpa, e no Brasil ele está em incontáveis roças familiares. Neste capítulo, por que esse consórcio funciona e como montar a sua roça de três andares.\u003C/p>\u003Ch3>Uma tradição da agricultura familiar\u003C/h3>\u003Cp>Plantar milho e feijão juntos é a regra, e não a exceção, entre os pequenos agricultores brasileiros. Uma pesquisa da Emater de Sergipe com 700 proprietários de até 50 hectares, citada num comunicado técnico da Embrapa de 1979, mostrou que 57% deles plantavam milho com feijão, e outros 27%, milho, feijão e algodão. Os pesquisadores reconheciam que, até então, a pesquisa agronômica estava voltada para os plantios solteiros, ignorando a realidade dos agricultores que sempre plantaram consorciado.\u003C/p>\u003Ch3>Cada um no seu andar\u003C/h3>\u003Cp>O trio funciona porque cada planta ocupa um espaço diferente e ajuda as outras. O \u003Cstrong>milho\u003C/strong> cresce alto e ocupa o andar de cima. O \u003Cstrong>feijão\u003C/strong> de rama sobe pelo pé de milho, usando-o como tutor, e, como toda leguminosa, traz nitrogênio do ar para o solo. A \u003Cstrong>abóbora\u003C/strong> se espalha pelo chão, com suas folhas grandes, cobrindo a terra, segurando a umidade e abafando o mato. Três colheitas no mesmo pedaço de chão.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/consorcio.webp\" alt=\"Uma roça com pés de milho altos, feijões de rama subindo pelos pés de milho e abóboras espalhadas pelo chão. Notas: milho, o andar de cima; feijão, sobe no milho e fixa nitrogênio; abóbora, cobre o chão.\" width=\"1600\" height=\"1437\">\u003Cfigcaption>Cada um ocupa um andar e ajuda os outros.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/2sLs6uS6LxE\" title=\"Por que plantar milho, feijão e abóbora juntos?\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=2sLs6uS6LxE\">Por que plantar milho, feijão e abóbora juntos?\u003C/a> · Érika Canton · 4 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Como plantar\u003C/h3>\u003Cp>O milho vai primeiro, no início das chuvas, para ganhar altura. O feijão de rama é semeado ao pé do milho quando este tem uns quatro ou cinco palmos, para não ser abafado e ter onde subir. A abóbora vai junto ou logo depois, em covas mais espaçadas, a alguns metros uma da outra, porque cada pé ocupa bastante chão. Se usar feijão de moita, que não sobe, plante nas entrelinhas do milho. Cada roça encontra o seu arranjo; o importante é que uma planta não abafe a outra.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/TdIb_zbYEwg\" title=\"Como plantar o milho, feijão e abóbora (consórcio milpa)\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=TdIb_zbYEwg\">Como plantar o milho, feijão e abóbora (consórcio milpa)\u003C/a> · Érika Canton · 8 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>Com as sementes crioulas que você aprendeu a guardar no curso anterior, a roça fica ainda mais sua: cada safra, escolha as melhores espigas, as melhores vagens e as abóboras mais sadias para plantar no ano seguinte. Lembre que o milho e a abóbora são alógamos: para manter a semente pura, plante uma variedade de cada por vez.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Você vai reencontrar o trio milho, feijão e abóbora no curso Plantar uma floresta, como o primeiro andar de uma agrofloresta, antes das bananeiras e das árvores.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Monte uma roça de três andares:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Plante uma faixa de milho\u003C/strong> no início das chuvas, de preferência com semente crioula.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Semeie feijão de rama ao pé do milho\u003C/strong> quando ele tiver quatro ou cinco palmos.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Espalhe covas de abóbora\u003C/strong> com bastante espaço entre elas e anote tudo no caderno de campo.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Siqueira, L. A.; Sobral, L. F. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/355739/1/CPATCCOM.TEC.0279.pdf\">Arranjos e populações de plantas de milho e feijão no sistema consorciado em Sergipe\u003C/a>. Embrapa, UEPAE de Quissamã (SE), Comunicado Técnico, 1979.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[126,133,140],{"options":127,"question":131,"answer":46,"explanation":132},[128,129,130],"Servir de tutor para o feijão subir","Fazer sombra no milho nas horas quentes","Cobrir o chão e abafar o mato","Qual o papel da abóbora no trio?","Suas folhas grandes seguram a umidade.",{"options":134,"question":138,"answer":38,"explanation":139},[135,136,137],"Com o milho de 4 ou 5 palmos","Antes do milho, para o feijão sair na frente","Depois da colheita do milho, no seco","Quando semear o feijão de rama ao pé do milho?","Assim ele não é abafado e tem onde subir.",{"options":141,"question":145,"answer":38,"explanation":146},[142,143,144],"Sobe no milho e traz nitrogênio do ar","Faz sombra no chão e abafa o mato","Afasta as abelhas da plantação","O que o feijão de rama faz pelo milho e pelo solo?","Como toda leguminosa, ele aduba o solo com o nitrogênio que capta do ar.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-milho-feijao-e-abobora-dialogo.mp3",{"topics":149,"_id":155,"title":156,"summary":157,"quiz":158,"audio":180},[150,151,152,153,154],"Ramas de plantas de 10 a 14 meses, sadias","A parte do meio e o teste do leite","Manivas de 15 a 20 cm em sulcos de 10 cm","Espaçamento conforme a fertilidade","Capina, amontoa e consórcio","6ae686f001c304dbdab5dfa0","Mandioca","\u003Cp>A mandioca é a raiz do Brasil. Aipim, macaxeira ou mandioca, ela vira farinha, beiju, tapioca, polvilho e o prato de todo dia em muitas regiões. É rústica, aguenta seca e solo fraco, e pode ficar na terra esperando a hora de colher. Neste capítulo, como plantá-la bem, seguindo as recomendações da Embrapa Mandioca e Fruticultura.\u003C/p>\u003Ch3>Começa pela rama\u003C/h3>\u003Cp>A mandioca se planta com pedaços do caule, as manivas. A cartilha da Embrapa ensina a usar ramas maduras, de plantas com idade de 10 a 14 meses, sadias, sem pragas nem doenças. Descarte as pontas e os pés da rama, porque a parte do meio brota melhor e produz mais. Antes de cortar, faça o teste: corte a rama com uma faca e veja se o leite sai rápido e se o miolo está úmido. Sinal de rama viva. Depois, corte manivas de 15 a 20 centímetros.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/mandioca.webp\" alt=\"Cinco passos para plantar mandioca: ramas de plantas de 10 a 14 meses, sadias; use a parte do meio da rama, descartando o pé e a ponta; corte manivas de 15 a 20 centímetros e confira se o leite sai rápido e o miolo está úmido; sulco de uns 10 centímetros com manivas deitadas e olhos para o mesmo lado; linhas de 1 metro, com 0,8 a 1 metro entre plantas em solo fértil.\" width=\"1600\" height=\"2069\">\u003Cfigcaption>As recomendações da Embrapa Mandioca e Fruticultura.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>A Embrapa também recomenda reservar uma parte do mandiocal, cerca de 20% da lavoura, para tirar as ramas do próximo plantio, ou colher na época do novo plantio. Se for preciso guardar as ramas, faça isso por no máximo 60 dias, em lugar arejado e fresco, protegido do sol e dos ventos.\u003C/p>\u003Ch3>Plantar em linha\u003C/h3>\u003Cp>A cartilha é direta: não plante de qualquer maneira. O sistema mais recomendado é o plantio em sulcos de cerca de 10 centímetros de profundidade, com as manivas deitadas e os olhos virados para o mesmo lado. Nas roças pequenas, planta-se em cova rasa feita com a enxada ou em pequenos montes de terra fofa. O espaçamento depende da terra: em solos férteis ou bem adubados, 1 metro entre fileiras por 0,80 a 1 metro entre plantas, porque elas crescem mais.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/3DcqDSr4dr8\" title=\"Como plantar mandioca de maneira correta\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=3DcqDSr4dr8\">Como plantar mandioca de maneira correta\u003C/a> · Vida Verde Sistemas Sustentáveis · 3 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Cuidar e consorciar\u003C/h3>\u003Cp>A mandioca cresce devagar no começo, e o mato pode tomar conta nos primeiros meses. Por isso, as capinas e a amontoa, que é chegar terra junto da planta com a enxada, são importantes nessa fase. Nas entrelinhas, enquanto a mandioca é pequena, cabem culturas rápidas, como o feijão ou o milho, e plantas de cobertura, como as leguminosas do capítulo anterior. A cartilha da Embrapa mostra a mandioca consorciada com feijão e com cobertura morta.\u003C/p>\u003Cp>A mandioca pede pouco adubo, mas responde bem. Segundo a Embrapa, em geral, 300 quilos de superfosfato simples por hectare aumentam a produção em 4 a 6 toneladas de raízes. Matéria orgânica, como esterco e composto, aplicada na cova ou no sulco, também melhora muito a terra.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>A cartilha da Embrapa conta que, no Semiárido baiano onde foi feita, só duas variedades de mandioca dominavam as roças, a Alagoana e a Cria-menino. Uma base genética tão estreita deixa a lavoura vulnerável a pragas e doenças.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Plante uma linha de mandioca:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Consiga ramas de um vizinho\u003C/strong> de plantas sadias com cerca de um ano.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Corte manivas de um palmo\u003C/strong> da parte do meio e faça o teste do leite.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Plante deitadas num sulco raso\u003C/strong>, com os olhos para o mesmo lado, e semeie feijão nas entrelinhas.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Ferreira Filho, J. R.; Silveira, H. F.; Macedo, J. J. G.; Lima, M. B.; Cardoso, C. E. L. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/974126/1/CartilhaMandioca2013.pdf\">Cultivo, processamento e uso da mandioca: instruções práticas\u003C/a>. Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2013.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[159,166,173],{"options":160,"question":164,"answer":30,"explanation":165},[161,162,163],"Só da ponta, que é mais nova","Do meio da rama, sem pé nem ponta","Só do pé, que é mais grosso","De que parte da rama tirar as manivas?","A parte do meio brota melhor e produz mais.",{"options":167,"question":171,"answer":38,"explanation":172},[168,169,170],"De 15 a 20 cm","De 2 a 3 cm","Mais de 1 metro","Qual o tamanho da maniva recomendado pela Embrapa?","Cortadas de ramas sadias.",{"options":174,"question":178,"answer":46,"explanation":179},[175,176,177],"Em pé, de cabeça para baixo e bem fundas","Amarradas em feixes de dez manivas","Deitadas, olhos para o mesmo lado","Como colocar as manivas no sulco?","Num sulco de uns 10 cm de profundidade.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-mandioca-dialogo.mp3",{"topics":182,"_id":188,"title":189,"summary":190,"quiz":191,"audio":213},[183,184,185,186,187],"O galpão por fases com piquetes","Galinheiro a 30 a 50 metros da casa","1 galo e 12 galinhas num cercado de 40 m²","O piquete de engorda que vira pomar","O galinheiro móvel","6ae686f085920cb7c5bd8472","Galinhas na roça","\u003Cp>Galinha na roça é ovo, carne, esterco e uma ajuda e tanto contra os insetos e o mato. Mas galinha solta demais come a horta, e presa demais fica doente e cara. Neste capítulo, o sistema de galinhas caipiras com piquetes da Embrapa e o galinheiro móvel, que põe as galinhas para trabalhar na roça.\u003C/p>\u003Ch3>O sistema com piquetes\u003C/h3>\u003Cp>A cartilha Criação de galinhas caipiras, da série ABC da Agricultura Familiar, da Embrapa Meio-Norte, ensina um sistema simples: um galpão dividido por fases, com piquetes cercados ligados a cada divisão. O galinheiro deve ficar perto da casa, a uma distância de 30 a 50 metros. As cercas dos piquetes têm 1,60 metro de altura. O galo e as 12 galinhas de reprodução ficam numa parte do galpão de 2,50 por 1,50 metro, com um cercado de 40 metros quadrados.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/galinhas.webp\" alt=\"Planta de um sistema de galinhas caipiras: um galpão, um piquete de postura de 40 metros quadrados com 1 galo e 12 galinhas, e um piquete de engorda de cerca de 1.800 metros quadrados com árvores ou pomar. Nota: o galinheiro fica de 30 a 50 metros da casa, as cercas têm 1,60 metro, e mato, frutas e hortaliças completam a ração.\" width=\"1600\" height=\"2208\">\u003Cfigcaption>O sistema da cartilha ABC da Agricultura Familiar, da Embrapa.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>Na fase de engorda, que vai até uns 120 dias, os frangos têm uma área coberta e um piquete de cerca de 1.800 metros quadrados, de preferência já arborizado. A cartilha sugere que esse piquete maior vire um pomar: as árvores dão sombra às aves, e as aves adubam as árvores e comem os insetos. Além da ração de milho e farelos, as galinhas comem o próprio mato dos piquetes, frutas, capins, hortaliças, folhas de leucena e palma, e grãos germinados.\u003C/p>\u003Ch3>O galinheiro móvel\u003C/h3>\u003Cp>Outra ideia, muito usada na permacultura e que apareceu no curso Um lugar que se sustenta, é o galinheiro móvel, também chamado de trator de galinhas: uma gaiola leve, com rodas, abrigo e poleiro, que fica alguns dias sobre um canteiro e depois muda de lugar. As galinhas ciscam, comem o mato e os insetos, e deixam o esterco. Quando o galinheiro sai, o canteiro está limpo e adubado, pronto para o próximo plantio. O cuidado é mudar antes de o chão ficar pelado, e fechar bem à noite contra os predadores.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/galinheiro-movel.webp\" alt=\"Cinco passos do galinheiro móvel: uma gaiola leve com rodas, abrigo, poleiro e ninho; fica uns dias em cada canteiro, com as galinhas ciscando e comendo mato e insetos; deixam o esterco e o canteiro fica adubado; depois muda de lugar antes de o chão ficar pelado; proteja de predadores com tela firme e fechada à noite.\" width=\"1600\" height=\"2069\">\u003Cfigcaption>As galinhas limpam e adubam um pedaço da roça de cada vez.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/YlqgVczAeZk\" title=\"Trator de galinhas: como construir de modo fácil e barato\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=YlqgVczAeZk\">Trator de galinhas: como construir de modo fácil e barato\u003C/a> · Sítio e Rancho Martin Fierro · 4 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Chocar e renovar\u003C/h3>\u003Cp>A galinha caipira choca os próprios ovos. Segundo a Embrapa, cada galinha choca de 12 a 15 ovos, conforme o tamanho dela, num ninho forrado com capim ou palha em formato de meia-lua. Assim o plantel se renova sem comprar pintinhos. Vacinas e água limpa sempre à vontade evitam a maioria das doenças.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>No sistema da Embrapa, as frangas e os frangos chegam a cerca de 1,8 quilo com uns 120 dias, idade e peso considerados ideais para o abate.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Planeje as galinhas da sua roça:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Escolha o lugar do galinheiro\u003C/strong> a uns 30 a 50 metros da casa, com sombra.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Marque um piquete\u003C/strong> que possa virar pomar, ou um caminho para o galinheiro móvel.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Comece pequeno\u003C/strong>, com um galo e algumas galinhas caipiras da região.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Sagrilo, E.; Vieira, F. J.; Bezerra Neto, R. A.; Sobreira, R. S. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/126298/1/00081600.pdf\">Criação de galinhas caipiras (ABC da Agricultura Familiar)\u003C/a>. Embrapa Informação Tecnológica / Embrapa Meio-Norte, 2007.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[192,199,206],{"options":193,"question":197,"answer":30,"explanation":198},[194,195,196],"Encostado na cozinha","De 30 a 50 metros da casa","A mais de 5 quilômetros","A que distância da casa a Embrapa indica o galinheiro?","Perto o bastante para o cuidado diário.",{"options":200,"question":204,"answer":38,"explanation":205},[201,202,203],"Esterco e chão limpo de mato","Mato mais alto e terra mais dura","Terra encharcada e cheia de buracos","O que o galinheiro móvel deixa no canteiro?","As galinhas comem mato e insetos e adubam.",{"options":207,"question":211,"answer":46,"explanation":212},[208,209,210],"Só 2 ou 3","Mais de 50","De 12 a 15","Quantos ovos uma galinha caipira choca, segundo a Embrapa?","Conforme o tamanho da galinha.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-galinhas-na-roca-dialogo.mp3",{"topics":215,"_id":221,"title":222,"summary":223,"quiz":224,"audio":246},[216,217,218,219,220],"Meliponini: ferrão atrofiado e vida social","Cerca de 250 espécies no Brasil","Criar as espécies da sua região","Caixas racionais, iscas e autorização","Colher, guardar e vender a produção","6ae686f0af39b3bfee3818c9","Abelhas sem ferrão e a colheita","\u003Cp>Antes de as abelhas europeias chegarem, as Américas já tinham suas abelhas de mel: as abelhas sem ferrão, criadas por povos indígenas há muito tempo. Elas polinizam as plantas nativas e muitas das cultivadas, e dão um mel diferente, mais líquido e ácido. Neste capítulo final, como trazer essas abelhas para a roça, e como fechar o ciclo da colheita.\u003C/p>\u003Ch3>As abelhas sem ferrão\u003C/h3>\u003Cp>Segundo o livro Meliponicultura, da coleção 500 Perguntas 500 Respostas da Embrapa, de 2024, as abelhas sem ferrão são da tribo Meliponini, com ferrão atrofiado e vida social. Existem cerca de 550 espécies identificadas no mundo, e no Brasil há em torno de 250 espécies catalogadas. Criá-las é a meliponicultura, considerada uma atividade de utilidade pública. Muitas têm nomes populares diferentes conforme a região: a Tetragonisca angustula, por exemplo, é chamada de jataí, jati, alemãozinho, mirim e mosquitinho.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao estreita\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-roca/abelhas.webp\" alt=\"Tabela com algumas abelhas sem ferrão mais criadas por região. Nordeste: mandaçaia, uruçu-nordestina, jandaíra, jataí. Centro-Oeste: mandaçaia, uruçu-amarela, tujuba, jataí. Sudeste: guaraipo, mandaçaia, iraí, mirim, jataí. Sul: borá, guaraipo, mandaçaia, manduri, jataí, tubuna. Nota: no Brasil há cerca de 250 espécies catalogadas; crie as da sua região e informe-se sobre as regras do seu estado.\" width=\"1600\" height=\"1925\">\u003Cfigcaption>Algumas das espécies mais criadas, segundo a Embrapa.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>A jataí é a mais conhecida e uma das mais fáceis para começar: pequena, mansa e presente em quase todo o país. Mas o ideal é criar as espécies nativas da sua região, que já estão adaptadas ao clima e às flores do lugar. As colônias ficam em caixas de madeira chamadas caixas racionais, protegidas do sol forte e da chuva. Para conseguir colônias, use iscas, garrafas preparadas que atraem enxames, ou compre de criadores legalizados. Retirar ninhos da natureza ou mover colônias pede autorização dos órgãos ambientais.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/OJGtgowm14Y\" title=\"Primeiros passos para criar abelhas jataí\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=OJGtgowm14Y\">Primeiros passos para criar abelhas jataí\u003C/a> · Meliponário Tapajós · 8 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Abelhas e roça diversa\u003C/h3>\u003Cp>Uma roça com flores o ano todo, como a crotalária dos adubos verdes, a abóbora, o feijão, o pomar e as árvores da mata, alimenta as abelhas. E elas devolvem com polinização: mais abóboras, mais frutas, mais sementes. Venenos são o inimigo número um das abelhas, e uma roça sem veneno é a melhor casa para elas.\u003C/p>\u003Ch3>Colher, guardar e vender\u003C/h3>\u003Cp>A roça diversa produz em tempos diferentes: o milho verde, depois o seco, o feijão, a abóbora, a mandioca de um ano, os ovos de todo dia, o mel. Guarde o milho seco na palha, em lugar arejado; a mandioca pode ficar na terra até a hora de usar ou virar farinha. O que sobra pode ir para a feira, para a vizinhança e para os programas públicos de compra da agricultura familiar, como a alimentação escolar. Converse com a assistência técnica e o sindicato rural para saber como participar.\u003C/p>\u003Cp>No próximo curso, Um pomar no quintal, a roça ganha árvores frutíferas. E, na última fase da trilha, o lugar inteiro começa a voltar a ser floresta.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Segundo a Embrapa, quando abelhas sem ferrão fazem ninho em lugar indesejado, a solução é remover e realocar o ninho para um lugar onde não cause danos, com autorização dos órgãos competentes, e não exterminar a colônia.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Traga as abelhas para a roça:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Descubra quais abelhas sem ferrão\u003C/strong> são nativas da sua região.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Plante flores o ano todo\u003C/strong>: adubos verdes, ervas, frutíferas e árvores nativas.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Procure um meliponicultor da região\u003C/strong> e veja as regras do seu estado antes de começar.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Drumond, P. M.; Carvalho-Zilse, G. A.; Witter, S.; Alves, R. M. O.; Drummond, M. S. (ed.). \u003Ca href=\"https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/275492/1/500P500R-Meliponicultura.pdf\">Meliponicultura: o produtor pergunta, a Embrapa responde\u003C/a>. Embrapa Meio-Norte, Coleção 500 Perguntas 500 Respostas, 2024.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[225,232,239],{"options":226,"question":230,"answer":38,"explanation":231},[227,228,229],"Cerca de 250","Só 5","Mais de 10 mil","Quantas espécies de abelhas sem ferrão há no Brasil, segundo a Embrapa?","No mundo, cerca de 550 identificadas.",{"options":233,"question":237,"answer":30,"explanation":238},[234,235,236],"A de outro país, que dá mais mel","A nativa da sua região, já adaptada","A mais rara que você conseguir achar","Qual é a melhor escolha de abelha para criar?","Ela já está adaptada ao clima e às flores do lugar.",{"options":240,"question":244,"answer":46,"explanation":245},[241,242,243],"Queimar o ninho à noite","Jogar veneno na entrada da colmeia","Realocar, com autorização","O que fazer com um ninho de abelhas num lugar indesejado?","Exterminar colônias deve ser evitado.","/uploads/audios/guides/guia-de-roca-abelhas-sem-ferrao-e-a-colheita-dialogo.mp3","2026-11-01T10:28:08.918Z",[],1793529153818]