[{"data":1,"prerenderedAt":238},["ShallowReactive",2],{"guia-de-panc":3},{"_id":4,"title":5,"slug":6,"image":7,"subject":8,"short_description":9,"summary":10,"audio":11,"chapters":12,"createdAt":236,"comments":237},"6ae5fe79a34451ccdc19cfce","Comida que brota sozinha","guia-de-panc","/uploads/guides/covers/guia-de-panc.webp","PANC: plantas alimentícias não convencionais","Conheça, identifique com segurança e cultive as PANC, plantas de comer que viraram mato","\u003Cp>Um guia sobre as PANC, plantas alimentícias não convencionais: o que são, as regras de segurança para identificar e preparar cada uma, as espontâneas do quintal como beldroega, serralha, caruru e major-gomes, as folhas tradicionais como ora-pro-nóbis, taioba, bertalha e vinagreira, sabores fortes como capuchinha e jambu, como cultivá-las em casa e como levá-las da horta à mesa.\u003C/p>","",[13,47,79,111,143,174,206],{"topics":14,"_id":19,"title":20,"summary":21,"quiz":22,"audio":46},[15,16,17,18],"O que são PANC","Plantas espontâneas, tradicionais e partes esquecidas","O termo criado por Valdely Kinupp","Por que elas sumiram do prato","6ae5fe5df758f11521d15dda","Plantas que viraram mato","\u003Cp>Beldroega, caruru, serralha, ora-pro-nóbis, taioba. Muitas dessas plantas nascem sozinhas no quintal ou já estiveram no prato dos nossos avós, mas hoje são arrancadas como mato. Elas fazem parte de um grupo que ganhou nome há pouco tempo: as PANC, plantas alimentícias não convencionais. Este guia é um convite para conhecê-las, com segurança.\u003C/p>\u003Ch3>O que são as PANC\u003C/h3>\u003Cp>Um livro da Embrapa Clima Temperado com a Universidade Federal do Rio Grande define as PANC como plantas com valor nutricional, muitas delas de crescimento espontâneo, que agricultores e consumidores muitas vezes veem como inço ou problema. O termo vale também para partes de plantas conhecidas que costumam ser desprezadas, como as folhas da beterraba, as flores da abóbora ou o \"coração\" da bananeira.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/tres-jeitos.webp\" alt=\"Três quadros. Espontâneas, que nascem sozinhas na horta: beldroega, caruru, serralha. Tradicionais esquecidas, que já foram comuns: ora-pro-nóbis, taioba, vinagreira. Partes pouco usadas de plantas conhecidas: flor de abóbora, coração da bananeira.\" width=\"1600\" height=\"800\">\u003Cfigcaption>PANC pode ser uma planta inteira ou só uma parte esquecida de uma planta conhecida.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>O nome foi criado pelo botânico Valdely Kinupp, que estudou essas plantas no seu doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, defendido em 2007. Muitas delas também são chamadas de hortaliças não convencionais ou hortaliças tradicionais, nome usado pelo Ministério da Agricultura e pela Embrapa Hortaliças.\u003C/p>\u003Ch3>Uma riqueza perto de casa\u003C/h3>\u003Cp>Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a pesquisa de Kinupp encontrou 311 espécies nativas com uso alimentício, cerca de 20% das espécies nativas da região, segundo um texto do Grupo Viveiros Comunitários da UFRGS. O mesmo grupo estima que o Rio Grande do Sul tenha mais de 400 espécies nativas ou espontâneas com potencial alimentício.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/311-especies.webp\" alt=\"Cem bolinhas, das quais vinte estão destacadas, ao lado do número 311: espécies nativas com uso alimentício na Região Metropolitana de Porto Alegre, cerca de 20% das nativas da região.\" width=\"1600\" height=\"640\">\u003Cfigcaption>Uma em cada cinco plantas nativas da região tem uso alimentício.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/tGxKYuu0nU0\" title=\"Nuno Madeira fala sobre horta escolar com PANC - Viva Agroecologia\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=tGxKYuu0nU0\">Nuno Madeira fala sobre horta escolar com PANC - Viva Agroecologia\u003C/a> · Viva Agroecologia · 1 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Por que elas sumiram do prato\u003C/h3>\u003Cp>Uma publicação do Ministério da Agricultura sobre hortaliças tradicionais, feita com a Emater-MG, a Embrapa Hortaliças e a Epamig, observa que o cultivo e o consumo dessas plantas diminuíram em todas as regiões do país, no campo e na cidade, com a globalização e o uso crescente de alimentos industrializados. Hoje, elas são preservadas sobretudo por populações tradicionais e agricultores familiares, que passam o conhecimento de geração em geração.\u003C/p>\u003Cp>A mesma publicação lembra que essas hortaliças normalmente não estão organizadas em cadeias produtivas e não despertam o interesse de empresas de sementes, fertilizantes ou agroquímicos. Por isso, quase não aparecem nos mercados. Recuperá-las é bom para a diversidade da dieta, para a cultura e para a renda de quem as cultiva.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>A beldroega já aparece num livro de 1587. Gabriel Soares de Sousa, no \"Tratado descritivo do Brasil\", escreveu que beldroegas não se semeiam, porque nascem sozinhas nas hortas e quintais. A citação está num folder da Embrapa Hortaliças sobre a planta.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Comece a reparar nas PANC:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Liste as plantas que nascem sozinhas\u003C/strong> no seu quintal, horta ou vasos.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Pergunte a pessoas mais velhas\u003C/strong> da família quais plantas comiam antigamente e que hoje sumiram.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Na próxima feira\u003C/strong>, procure ora-pro-nóbis, taioba, bertalha ou outras folhas diferentes. Não coma nada ainda: o próximo capítulo é sobre segurança.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Durigon, J.; Guarino, E. S. G.; Heiden, G. (ed.). \u003Ca href=\"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1174179/1/Livro-PANCs-06-12-2024.pdf\">Plantas alimentícias não convencionais no Território Zona Sul: identificação de espécies e usos de estruturas vegetativas\u003C/a>. Embrapa Clima Temperado / FURG, 2024.\u003C/li>\u003Cli>Grupo Viveiros Comunitários (UFRGS). \u003Ca href=\"https://www.ufrgs.br/viveiroscomunitarios/hortalicas-nao-convencionais-no-campus-do-vale-ufrgs/\">Hortaliças não convencionais no Campus do Vale – UFRGS\u003C/a>. ufrgs.br, 2022.\u003C/li>\u003Cli>Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/857646/1/Cartilha-Hortalicas-nao-convencionais.pdf\">Hortaliças não-convencionais (tradicionais)\u003C/a>. MAPA, com Emater-MG, Embrapa Hortaliças e Epamig, 2010.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071378/1/folderbeldroega.pdf\">Hortaliças não convencionais: beldroega\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[23,31,39],{"options":24,"question":28,"answer":29,"explanation":30},[25,26,27],"Plantas ornamentais importadas","Plantas com valor alimentar pouco usadas, muitas delas espontâneas","Plantas medicinais de farmácia","O que são PANC?",1,"O termo vale também para partes desprezadas de plantas conhecidas.",{"options":32,"question":36,"answer":37,"explanation":38},[33,34,35],"A flor da abóbora","A casca do ovo","O caroço do abacate","Qual destas é uma parte de planta conhecida considerada PANC?",0,"Também as folhas da beterraba e o coração da bananeira.",{"options":40,"question":44,"answer":29,"explanation":45},[41,42,43],"31","311","3.110","Quantas espécies nativas de comer Kinupp encontrou na Região Metropolitana de Porto Alegre?","Cerca de 20% das espécies nativas da região.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-plantas-que-viraram-mato-dialogo.mp3",{"topics":48,"_id":53,"title":54,"summary":55,"quiz":56,"audio":78},[49,50,51,52],"Identificar pelo nome científico","Saber a parte que se come e o preparo","Colher em lugar limpo","Taioba comestível e taioba brava","6ae5fe5e42a9e5d8f0156343","Segurança em primeiro lugar","\u003Cp>Antes de colocar qualquer PANC no prato, é preciso aprender a regra mais importante deste guia: segurança vem primeiro. Muitas plantas comestíveis têm parentes ou sósias tóxicos, algumas só podem ser comidas depois de cozidas, e o lugar onde a planta cresceu também conta. O livro de PANC da Embrapa Clima Temperado destaca exatamente esses pontos como as maiores fontes de insegurança para quem começa.\u003C/p>\u003Ch3>Cinco regras antes de comer\u003C/h3>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/regras.webp\" alt=\"Cinco regras numeradas: 1, identifique com certeza, porque nome popular engana e é preciso conferir o nome científico; 2, saiba qual parte se come; 3, saiba como preparar, já que algumas só podem ser comidas cozidas; 4, colha em lugar limpo, longe de locais suspeitos de contaminação; 5, na dúvida, não coma, e peça ajuda a quem conhece a planta.\" width=\"1600\" height=\"907\">\u003Cfigcaption>Comer PANC é seguro quando se conhece bem a planta.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>\u003Cstrong>Identifique com certeza.\u003C/strong> Uma publicação da Embrapa sobre plantas tóxicas lembra que os nomes populares não são confiáveis, porque variam muito e um mesmo nome às vezes é usado para espécies diferentes. Por isso a identificação correta é dada pelo nome científico, que é universal. O livro da Embrapa Clima Temperado também chama a atenção para espécies parecidas, nos casos em que um erro de identificação pode causar intoxicação.\u003C/p>\u003Cp>\u003Cstrong>Saiba qual parte se come e como preparar.\u003C/strong> Segundo o mesmo livro, muitas espécies alimentícias contêm substâncias que podem provocar reações indesejáveis, especialmente quando usadas e processadas de forma errada. Numa planta, a folha pode ser comestível e a raiz não, ou o contrário; e há plantas que só podem ir à mesa cozidas.\u003C/p>\u003Cp>\u003Cstrong>Colha em lugar limpo.\u003C/strong> O livro inclui entre os cuidados a escolha de locais próprios para a coleta, que garantam um alimento livre de contaminação. Para a taioba, por exemplo, recomenda plantar longe de locais suspeitos de contaminação por metais pesados e com uma fonte de água de boa qualidade.\u003C/p>\u003Ch3>O caso da taioba\u003C/h3>\u003Cp>A taioba é o melhor exemplo de por que a identificação importa. A Embrapa Hortaliças avisa que nem toda planta chamada de taioba é comestível: algumas não devem ser ingeridas por causa do elevado teor de oxalato de cálcio, que causa coceira nas mucosas e sensação de asfixia. A taioba brava é tóxica.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/taioba.webp\" alt=\"Duas folhas em forma de coração. Geralmente comestível: nervura contornando toda a borda, o V do coração chega ao talo, folhas e talos verde-claros. Não coma: ponto arroxeado onde o talo encontra a folha, talos e folhas verde-arroxeados. Nota: prefira mudas de procedência conhecida; mesmo a taioba comestível vai cozida ou refogada, nunca crua.\" width=\"1600\" height=\"667\">\u003Cfigcaption>Na dúvida, não coma.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cp>A dica da Embrapa começa pela procedência: prefira mudas de variedades conhecidas como comestíveis. Depois, observe a folha. Uma nervura que dá a volta completa na borda, a reentrância do coração chegando ao talo e folhas e talos verde-claros indicam, geralmente, a taioba comestível. Um ponto arroxeado onde o talo encontra a folha indica a tendência de ser selvagem, e ela não deve ser consumida. Mesmo a comestível deve ser colhida com as folhas novas, já que as mais velhas podem concentrar oxalato, e preparada cozida ou refogada: o livro da Embrapa Clima Temperado não recomenda comer folhas de taioba cruas.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/i5u30vroj0o\" title=\"Taioba mansa x taioba brava: saiba qual você pode comer\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=i5u30vroj0o\">Taioba mansa x taioba brava: saiba qual você pode comer\u003C/a> · The Chef com Edu Guedes · 4 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Em caso de dúvida sobre uma planta suspeita, a Embrapa sugere encaminhar material para identificação botânica, de preferência com flores ou frutos.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Crie o seu hábito de segurança:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Escolha uma única PANC\u003C/strong> para começar e procure o nome científico dela.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Compare a sua planta\u003C/strong> com fotos e descrições de fontes confiáveis, como os folders da Embrapa Hortaliças.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Prefira comprar mudas ou folhas\u003C/strong> de agricultores que já cultivam a planta, até ganhar confiança.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Embrapa Gado de Corte. \u003Ca href=\"https://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/livros/plantastoxicas/03introducao.html\">Plantas no Pantanal tóxicas para bovinos: introdução\u003C/a>. Embrapa.\u003C/li>\u003Cli>Durigon, J.; Guarino, E. S. G.; Heiden, G. (ed.). \u003Ca href=\"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1174179/1/Livro-PANCs-06-12-2024.pdf\">Plantas alimentícias não convencionais no Território Zona Sul: identificação de espécies e usos de estruturas vegetativas\u003C/a>. Embrapa Clima Temperado / FURG, 2024.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071385/1/ftaioba.pdf\">Hortaliças não convencionais: taioba\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[57,64,71],{"options":58,"question":62,"answer":37,"explanation":63},[59,60,61],"Porque variam e um mesmo nome pode ser usado para espécies diferentes","Porque são sempre em latim","Porque mudam com a lua","Por que os nomes populares não bastam para identificar uma planta?","O nome científico é universal.",{"options":65,"question":69,"answer":29,"explanation":70},[66,67,68],"Nervura contornando a borda","Ponto arroxeado onde o talo encontra a folha","Folhas verde-claras","Qual sinal indica que uma taioba tende a ser selvagem e não deve ser comida?","Talos e folhas verde-arroxeados também são sinal de alerta.",{"options":72,"question":76,"answer":29,"explanation":77},[73,74,75],"Crua, em salada","Folhas novas, cozidas ou refogadas","Só as raízes cruas","Como consumir a taioba comestível?","Folhas velhas podem concentrar oxalato de cálcio.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-seguranca-em-primeiro-lugar-dialogo.mp3",{"topics":80,"_id":85,"title":86,"summary":87,"quiz":88,"audio":110},[81,82,83,84],"Beldroega","Serralha","Caruru","Major-gomes","6ae5fe5f1839ec76511e838e","As espontâneas do quintal","\u003Cp>Algumas PANC nem precisam ser plantadas: aparecem sozinhas nos canteiros, nos vasos e nas frestas da calçada. Neste capítulo você vai conhecer quatro delas, todas estudadas pela Embrapa Hortaliças num projeto sobre hortaliças não convencionais: beldroega, serralha, caruru e major-gomes.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/espontaneas.webp\" alt=\"Quatro cartões. Beldroega: folhas pequenas e suculentas, flores amarelas; crua ou em sopas. Serralha: folhas recortadas, flores amarelas, leve amargor, refogada. Caruru: folhas tenras, caule avermelhado; colha jovem, antes de florir. Major-gomes: folhas suculentas, flores rosadas; saladas e refogados.\" width=\"1600\" height=\"853\">\u003Cfigcaption>Quatro plantas que costumam ser arrancadas como mato.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Beldroega\u003C/h3>\u003Cp>A beldroega (\u003Cem>Portulaca oleracea\u003C/em>) é uma planta pequena, de folhas simples, suculentas e espessas, com até 3 centímetros, e flores amarelas solitárias. Segundo a Embrapa Hortaliças, aparece espontaneamente em áreas de cultivo em todas as regiões do país, sempre que há umidade no solo, e muitas vezes ninguém sabe que ela é comestível. É citada como rica em vitamina C, com altos teores de magnésio e zinco. As folhas podem ser comidas cruas ou em sopas, tortas e bolinhos, e as sementes podem ir em pães, como se faz com chia e gergelim.\u003C/p>\u003Ch3>Serralha\u003C/h3>\u003Cp>A serralha (\u003Cem>Sonchus oleraceus\u003C/em>) tem folhas compridas, recortadas ou dentadas, como se tivessem sido serradas, e flores amarelas. Originária da Europa, é rústica e bem adaptada a todo o Brasil. A Embrapa conta que ela já fez parte da tradição alimentar do interior do país e que hoje é comum encontrá-la em feiras. Tem sabor levemente amargo, teores consideráveis de proteína e de carotenoides e é boa fonte de fibra. Costuma ser refogada.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/xpyqPIYeRk8\" title=\"Beldroega - Viver Entre Folhas (1ª Temporada)\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=xpyqPIYeRk8\">Beldroega - Viver Entre Folhas (1ª Temporada)\u003C/a> · TV Viçosa · 2 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Caruru\u003C/h3>\u003Cp>O caruru, também chamado de bredo, é do gênero \u003Cem>Amaranthus\u003C/em>, o mesmo do amaranto. A Embrapa Hortaliças descreve folhas tenras, às vezes com nervuras arroxeadas ou manchas escuras, caule e raízes avermelhados e flores reunidas em espigas. Muitas vezes é tratado como planta infestante, por causa da rusticidade. É rico em ferro e cálcio e tem até 29% de proteína na matéria seca. As folhas devem ser colhidas de preferência bem jovens, antes de as flores aparecerem.\u003C/p>\u003Ch3>Major-gomes\u003C/h3>\u003Cp>O major-gomes (\u003Cem>Talinum paniculatum\u003C/em>), também chamado de cariru, é uma planta ereta, de 30 a 60 centímetros, com folhas suculentas e flores pequenas e rosadas em hastes compridas. Segundo a Embrapa, geralmente é coletado no campo e só às vezes cultivado em hortas caseiras. As folhas e os brotos tenros vão em saladas, refogados e ensopados, e a planta tem 22% de proteína na matéria seca. O nome provavelmente vem do major Manoel Gomes Archer, que no século 19 comandou o reflorestamento do que hoje é a Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Na beldroega, a Embrapa recomenda renovar o canteiro quando a planta começa a perder vigor e a dar folhas muito pequenas, o que costuma acontecer depois de uns três meses de colheita.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Conheça as espontâneas do seu quintal:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Procure, com calma\u003C/strong>, se alguma das quatro plantas aparece na sua horta ou nos vasos.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Confira cada detalhe\u003C/strong> com os folders da Embrapa Hortaliças antes de colher.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Em vez de arrancar\u003C/strong>, deixe algumas crescerem num canto limpo, longe de contaminação, para observar.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071378/1/folderbeldroega.pdf\">Hortaliças não convencionais: beldroega\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071191/1/fserralha.pdf\">Hortaliças não convencionais: serralha\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071190/1/folderamarantoecaruru.pdf\">Hortaliças não convencionais: amaranto e caruru\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071175/1/folderMajorGomes.pdf\">Hortaliças não convencionais: major-gomes\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[89,96,103],{"options":90,"question":94,"answer":29,"explanation":95},[91,92,93],"Grande e em forma de coração","Pequena, suculenta e espessa","Comprida e com espinhos","Como é a folha da beldroega?","As flores são amarelas.",{"options":97,"question":101,"answer":37,"explanation":102},[98,99,100],"Bem jovens, antes das flores","Só depois das sementes","Secas","Quando colher as folhas de caruru?","Assim ficam mais tenras.",{"options":104,"question":108,"answer":37,"explanation":109},[105,106,107],"De um major que comandou o replantio da Floresta da Tijuca","De um rei português","De uma cidade mineira","De onde vem provavelmente o nome major-gomes?","O major Manoel Gomes Archer, em 1862.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-as-espontaneas-do-quintal-dialogo.mp3",{"topics":112,"_id":117,"title":118,"summary":119,"quiz":120,"audio":142},[113,114,115,116],"Ora-pro-nóbis, a \"carne verde\"","Taioba, sempre cozida","Bertalha, das feiras do Rio","Vinagreira e o arroz de cuxá","6ae5fe60305ca911cfc91a1d","Folhas de cozinhar","\u003Cp>Algumas PANC não nascem sozinhas no quintal, mas fizeram parte da cozinha tradicional de várias regiões do Brasil e continuam vivas em feiras e receitas de família. Neste capítulo você vai conhecer quatro folhas de cozinhar: ora-pro-nóbis, taioba, bertalha e vinagreira.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/folhas.webp\" alt=\"Quatro cartões. Ora-pro-nóbis: a carne verde, muito usada em Minas e Goiás. Taioba: folhas novas, sempre cozidas ou refogadas. Bertalha: trepadeira comum nas feiras do Rio, crua ou refogada. Vinagreira: folhas de sabor ácido, base do arroz de cuxá.\" width=\"1600\" height=\"853\">\u003Cfigcaption>Quatro folhas tradicionais da cozinha brasileira.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Ora-pro-nóbis, a \"carne verde\"\u003C/h3>\u003Cp>O nome vem do latim e quer dizer \"rogai por nós\". A ora-pro-nóbis (\u003Cem>Pereskia aculeata\u003C/em>) é um arbusto da família dos cactos, nativo da América tropical, com espinhos no caule e folhas carnudas de verdade, coisa rara entre as cactáceas. Segundo a Embrapa Hortaliças, é conhecida como \"carne verde\" pelo teor elevado de proteína, de 28% a 32% na matéria seca, e tem uso tradicional muito significativo em algumas regiões de Minas Gerais e de Goiás, especialmente nas cidades históricas. As folhas também têm minerais, em especial cálcio e ferro.\u003C/p>\u003Cp>Na cozinha, as folhas jovens e os brotos podem ser comidos crus, mas o mais comum é cozinhar a ora-pro-nóbis com carnes, como frango e costelinha. Ela também entra em pães, tortas e bolos. Por causa dos espinhos, é muito usada como cerca viva.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/proteina.webp\" alt=\"Gráfico de barras com o teor de proteína na matéria seca: ora-pro-nóbis, de 28% a 32%; caruru e amaranto, até 29%; major-gomes, 22%. Nota: matéria seca é o que sobra da folha sem a água; na folha fresca os teores são bem menores.\" width=\"1600\" height=\"693\">\u003Cfigcaption>Teores medidos na folha seca, sem a água.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Taioba\u003C/h3>\u003Cp>A taioba (\u003Cem>Xanthosoma taioba\u003C/em>) é nativa da América tropical, incluindo o Brasil, e tradicionalmente cultivada no Sudeste. Suas folhas grandes, em forma de coração, são consumidas como a couve, refogadas ou cozidas, acompanhando carnes e pratos com farinha de milho ou de mandioca. Lembre do capítulo 2: só de procedência conhecida, com folhas novas e nunca crua.\u003C/p>\u003Ch3>Bertalha\u003C/h3>\u003Cp>A bertalha (\u003Cem>Basella alba\u003C/em>) é uma trepadeira de folhas verdes e suculentas, originária da Índia e do Sudeste Asiático. A Embrapa Hortaliças conta que é comum nas feiras livres do Rio de Janeiro, numa tradição que provavelmente veio com os portugueses que tiveram colônias na Índia. É boa fonte de fibra, vitaminas A e C e minerais, e vai crua ou refogada, inclusive com ovos.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/u3sK4VeIloc\" title=\"cerca viva de ora-pro-nobis\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=u3sK4VeIloc\">cerca viva de ora-pro-nobis\u003C/a> · Fernando Diniz · 3 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Vinagreira\u003C/h3>\u003Cp>A vinagreira (\u003Cem>Hibiscus sabdariffa\u003C/em>), também chamada de cuxá, rosela ou quiabo-azedo, tem folhas de sabor levemente ácido e flores com cálice carnoso e roxo. Segundo a Embrapa Hortaliças, é o ingrediente básico do arroz de cuxá, prato tradicional do Maranhão feito com arroz e camarão seco. Os cálices, frescos ou secos, viram chás, refrescos e geleias.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Os frutos da ora-pro-nóbis são importantes para animais silvestres que comem frutas, porque aparecem na época da seca, quando falta comida. Os bichos espalham as sementes nas fezes, longe da planta-mãe, ajudando a espécie a se dispersar.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Leve uma folha nova para a cozinha:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Procure ora-pro-nóbis, bertalha ou vinagreira\u003C/strong> na feira ou com vizinhos que cultivam.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Prepare como você faria com a couve\u003C/strong>: refogada com alho, ou junto com arroz, feijão, ovos ou carne.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Anote o que achou do sabor\u003C/strong> e em que receitas a folha combinou melhor.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071168/1/forapronobis.pdf\">Hortaliças não convencionais: ora-pro-nóbis\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071385/1/ftaioba.pdf\">Hortaliças não convencionais: taioba\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071183/1/folderbertalha.pdf\">Hortaliças não convencionais: bertalha\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071384/1/foldervinagreira.pdf\">Hortaliças não convencionais: vinagreira\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[121,128,135],{"options":122,"question":126,"answer":29,"explanation":127},[123,124,125],"Pela cor vermelha","Pelo alto teor de proteína","Porque tem gosto de carne","Por que a ora-pro-nóbis é chamada de \"carne verde\"?","De 28% a 32% de proteína na matéria seca.",{"options":129,"question":133,"answer":37,"explanation":134},[130,131,132],"Dos cactos","Das gramíneas","Das rosas","A ora-pro-nóbis é de qual família?","É uma das poucas cactáceas com folhas verdadeiras.",{"options":136,"question":140,"answer":37,"explanation":141},[137,138,139],"Arroz de cuxá","Tacacá","Feijão-tropeiro","Qual prato maranhense tem a vinagreira como base?","Feito com arroz e camarão seco.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-folhas-de-cozinhar-dialogo.mp3",{"topics":144,"_id":148,"title":149,"summary":150,"quiz":151,"audio":173},[145,146,147],"Capuchinha: flor, folha e semente","Jambu e a boca dormente","Partes esquecidas de plantas conhecidas","6ae5fe610439d7edf457185d","Flores e sabores fortes","\u003Cp>Nem toda PANC é folha verde para refogar. Algumas trazem cor e sabores fortes para a cozinha: flores comestíveis, folhas picantes e até uma erva que faz a boca formigar. Neste capítulo você vai conhecer a capuchinha e o jambu, e as partes pouco usadas de plantas que você já conhece.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/flores.webp\" alt=\"Dois quadros. Capuchinha: flores, folhas e sementes comestíveis, sabor picante como o agrião, sementes chamadas de falsas alcaparras. Jambu: folhas e flores amarelas que deixam a boca dormente, usadas no tacacá e no pato no tucupi.\" width=\"1600\" height=\"693\">\u003Cfigcaption>Duas PANC de sabor marcante.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Capuchinha\u003C/h3>\u003Cp>A capuchinha (\u003Cem>Tropaeolum majus\u003C/em>), também chamada de chagas ou nastúrcio, é originária da América Central e da América do Sul. É uma planta de crescimento rápido, folhas arredondadas e flores vistosas, do amarelo-claro ao vermelho, que aparecem o tempo todo. Segundo a Embrapa Hortaliças, é uma das flores comestíveis mais consumidas no Brasil, com sabor levemente picante, parecido com o do agrião.\u003C/p>\u003Cp>Quase tudo nela se come. As flores enfeitam saladas, e também podem ser desidratadas ou congeladas em cubos de gelo. As folhas servem até para charutos recheados. E as sementes, em conserva, são conhecidas como \"falsas alcaparras\". A Embrapa destaca ainda que a capuchinha é rica em carotenoides, especialmente luteína.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/nQRlJvHMzG0\" title=\"Produção de PANC - Capuchinha\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=nQRlJvHMzG0\">Produção de PANC - Capuchinha\u003C/a> · Embrapa · 2 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Jambu, o sabor da Amazônia\u003C/h3>\u003Cp>O jambu (\u003Cem>Spilanthes oleracea\u003C/em>), também chamado de agrião-do-pará, é indispensável na culinária amazônica. Segundo a Embrapa Hortaliças, as folhas são consumidas cozidas, especialmente em caldeiradas de peixe, e o jambu está em pratos típicos do Pará e do Amazonas, como o tacacá, feito com goma de mandioca, tucupi e camarão seco, e o pato no tucupi.\u003C/p>\u003Cp>O que torna o jambu único é o efeito na boca. A Embrapa descreve um paladar muito peculiar, especialmente quando se usam as pequenas flores amarelas: um amortecimento das mucosas causado por uma substância chamada espilantina. Do jambu também se extrai um óleo essencial já usado pela indústria de cosméticos.\u003C/p>\u003Ch3>Partes esquecidas de plantas conhecidas\u003C/h3>\u003Cp>Lembra do primeiro capítulo? PANC também são partes de plantas comuns que costumam ir para o lixo. O livro da Embrapa Clima Temperado cita as folhas da beterraba, as flores da abóbora e o \"coração\" da bananeira. E a batata-doce, segundo o mesmo livro, tem nas folhas uma parte alimentícia não convencional, além das raízes que todo mundo conhece.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>Além de comestível, a capuchinha é ornamental e melífera, ou seja, atrai abelhas. Ela gosta de clima subtropical e se adapta bem à meia-sombra.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Experimente sabores novos com segurança:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Plante capuchinha num vaso\u003C/strong> ou canteiro com meia-sombra e use as flores numa salada.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Se encontrar jambu\u003C/strong> numa feira ou mercado, prove numa sopa ou caldo de peixe.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Na próxima beterraba\u003C/strong>, aproveite as folhas refogadas em vez de jogá-las fora.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071363/1/foldercapuchinha.pdf\">Hortaliças não convencionais: capuchinha\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071180/1/folderjambu.pdf\">Hortaliças não convencionais: jambu\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Durigon, J.; Guarino, E. S. G.; Heiden, G. (ed.). \u003Ca href=\"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1174179/1/Livro-PANCs-06-12-2024.pdf\">Plantas alimentícias não convencionais no Território Zona Sul: identificação de espécies e usos de estruturas vegetativas\u003C/a>. Embrapa Clima Temperado / FURG, 2024.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[152,159,166],{"options":153,"question":157,"answer":29,"explanation":158},[154,155,156],"Doce como mel","Levemente picante, como o agrião","Amargo como fel","Qual é o sabor da capuchinha?","É uma das flores comestíveis mais consumidas no Brasil.",{"options":160,"question":164,"answer":37,"explanation":165},[161,162,163],"A espilantina","O sal","A vitamina C","O que causa a dormência na boca ao comer jambu?","O efeito é mais forte nas flores.",{"options":167,"question":171,"answer":37,"explanation":172},[168,169,170],"As folhas","A casca do tubérculo","Nenhuma","Que parte da batata-doce é uma PANC?","As raízes todo mundo conhece; as folhas, pouca gente come.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-flores-e-sabores-fortes-dialogo.mp3",{"topics":175,"_id":180,"title":181,"summary":182,"quiz":183,"audio":205},[176,177,178,179],"Ora-pro-nóbis de estaca, no começo das chuvas","Taioba na sombra e na umidade","Beldroega, serralha e caruru de semente","Deixar as espontâneas crescerem","6ae5fe621bad92a35a02ba40","Cultivar PANC em casa","\u003Cp>Uma das grandes vantagens das PANC é a rusticidade. Muitas são resistentes, pouco exigentes e fáceis de multiplicar. Mesmo assim, cada uma tem seu jeito e sua época. Neste capítulo você vai ver como cultivar algumas delas em casa, com base nos folders da Embrapa Hortaliças.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/plantio.webp\" alt=\"Tabela de plantio. Ora-pro-nóbis: estacas de 15 a 20 cm, no início das chuvas; colheita quando as plantas passam de 80 cm. Taioba: rizomas, de setembro a abril onde o inverno é frio ou fresco; colheita de 60 a 75 dias. Beldroega: sementes, o ano todo onde o clima é ameno; 60 a 70 dias. Serralha: sementes, de março a junho em regiões muito quentes; 50 a 60 dias. Caruru: sementes, o ano todo com água; colheita com plantas de 25 a 40 cm. Vinagreira: sementes ou estacas, de setembro a abril onde o inverno é frio ou fresco; 60 a 90 dias. Jambu: sementes ou estacas, de agosto a fevereiro onde o inverno é frio ou fresco; 45 dias depois de transplantar as estacas. Nota: em regiões quentes e úmidas, com água, taioba, vinagreira e jambu vão o ano todo.\" width=\"1600\" height=\"1013\">\u003Cfigcaption>Resumo das indicações da Embrapa Hortaliças.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Ora-pro-nóbis: de estaca, na chuva\u003C/h3>\u003Cp>A ora-pro-nóbis pode ser propagada por sementes, mas o comum é enraizar estacas semilenhosas de 15 a 20 centímetros, plantadas direto no lugar ou em recipientes com substrato. A Embrapa recomenda plantar no início da época chuvosa, de setembro a janeiro, dependendo do lugar, em solo bem drenado, com 1 a 2 metros entre as plantas. A colheita começa quando as plantas atingem um bom tamanho, a partir de 80 centímetros, e pode render de 4 a 8 cortes por ano, por mais de 10 anos.\u003C/p>\u003Ch3>Taioba: na sombra e na umidade\u003C/h3>\u003Cp>A taioba se multiplica por rizomas, plantados direto no lugar. Em regiões tropicais e equatoriais, com água à vontade, pode ser cultivada o ano inteiro; em regiões subtropicais ou tropicais de altitude, só na época mais quente, de setembro a abril, porque a planta dorme no frio ou na seca. Gosta de solos ricos em matéria orgânica, adapta-se muito bem a baixadas e suporta bem a sombra, o que a torna boa companheira de plantas maiores e de sistemas agroflorestais.\u003C/p>\u003Cp>O peixinho também faz parte do projeto da Embrapa Hortaliças sobre hortaliças não convencionais. No vídeo abaixo, a Embrapa mostra como ele é produzido.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/kQRa-P4fR_E\" title=\"Produção de PANC - Conheça o Peixinho\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=kQRa-P4fR_E\">Produção de PANC - Conheça o Peixinho\u003C/a> · Embrapa · 6 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>As de semente: beldroega, serralha e caruru\u003C/h3>\u003Cp>A \u003Cstrong>beldroega\u003C/strong> pode ser semeada em canteiros como os de alface, com solo leve, bem drenado e rico em matéria orgânica. Vai o ano inteiro onde o clima é ameno, com mínimas de 15 °C e máximas de 30 °C, e deve ser irrigada duas vezes por semana na falta de chuva.\u003C/p>\u003Cp>A \u003Cstrong>serralha\u003C/strong> vai melhor em clima ameno; temperaturas muito baixas e dias curtos inviabilizam o cultivo. Em regiões muito quentes, a Embrapa aconselha plantar de março a junho. Na prática, ela é mais manejada como espontânea, aproveitando as plantas que nascem sozinhas na horta.\u003C/p>\u003Cp>O \u003Cstrong>caruru\u003C/strong> se reproduz por sementes de forma fácil e intensa e pode ser cultivado o ano todo, desde que haja água no começo. Tem raízes vigorosas e ciclo curto, o que lhe dá alta tolerância à falta de água.\u003C/p>\u003Ch3>Manejar as espontâneas\u003C/h3>\u003Cp>Muitas PANC nem precisam ser plantadas: basta deixar algumas crescerem nos cantos da horta e colher com cuidado. Como você viu, é assim que a serralha costuma ser aproveitada, e a beldroega e o major-gomes também aparecem sozinhos em hortas e campos. Só não esqueça as regras do capítulo 2: identificar com certeza e colher em lugar limpo.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>O jambu precisa de clima quente e úmido, acima de 25 °C. Segundo a Embrapa, ambiente seco e temperaturas abaixo de 18 °C prejudicam o crescimento. Por isso, onde o inverno é ameno ou frio, a época de plantar vai de agosto a fevereiro.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Comece um cantinho de PANC:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Escolha uma planta fácil\u003C/strong>, como a ora-pro-nóbis (de estaca) ou a capuchinha (de semente).\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Confira na tabela\u003C/strong> se é a época certa para a sua região.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Reserve um canto da horta\u003C/strong> para deixar crescerem as espontâneas que você já identificou.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071168/1/forapronobis.pdf\">Hortaliças não convencionais: ora-pro-nóbis\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071385/1/ftaioba.pdf\">Hortaliças não convencionais: taioba\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071378/1/folderbeldroega.pdf\">Hortaliças não convencionais: beldroega\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071191/1/fserralha.pdf\">Hortaliças não convencionais: serralha\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071190/1/folderamarantoecaruru.pdf\">Hortaliças não convencionais: amaranto e caruru\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071384/1/foldervinagreira.pdf\">Hortaliças não convencionais: vinagreira\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071180/1/folderjambu.pdf\">Hortaliças não convencionais: jambu\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[184,191,198],{"options":185,"question":189,"answer":37,"explanation":190},[186,187,188],"Por estacas de 15 a 20 cm","Por bulbos","Por folhas","Como a ora-pro-nóbis é mais comumente multiplicada?","O plantio é recomendado no início da época chuvosa.",{"options":192,"question":196,"answer":37,"explanation":197},[193,194,195],"De setembro a abril","Em junho e julho","Nunca","Onde o inverno é frio ou fresco, quando plantar taioba?","No frio e na seca, a planta entra em dormência.",{"options":199,"question":203,"answer":37,"explanation":204},[200,201,202],"Por ter raízes vigorosas e ciclo curto","Por ter folhas de plástico","Porque só cresce na água","Por que o caruru aguenta bem a falta de água?","Mas precisa de água no começo.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-cultivar-panc-em-casa-dialogo.mp3",{"topics":207,"_id":212,"title":213,"summary":214,"quiz":215,"audio":235},[208,209,210,211],"PANC de folha duram pouco","Refogar e branquear","Valor nutricional","Comprar de quem cultiva","6ae5fe631316b402e8f979a3","Da horta à mesa","\u003Cp>Colher é só metade da história. As PANC são, em geral, folhas delicadas, que duram pouco depois de colhidas e pedem alguns cuidados no preparo. Neste último capítulo você vai ver como conservar, preparar e aproveitar essas plantas, e por que vale a pena procurá-las nas feiras.\u003C/p>\u003Ch3>Colheu, use logo\u003C/h3>\u003Cp>A maioria das PANC de folha tem vida curta. Os folders da Embrapa Hortaliças trazem os números: a taioba dura de 1 a 2 dias em temperatura ambiente e até uma semana na geladeira, embalada em saco plástico; a bertalha, de 3 a 5 dias fora da geladeira e até 15 dias embalada a 10 °C. A ora-pro-nóbis é uma exceção: embalada e refrigerada a 10 °C, pode durar até 12 dias.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/conservacao.webp\" alt=\"Quatro cartões com a duração depois da colheita. Taioba: 1 a 2 dias fora da geladeira; até 1 semana embalada, na geladeira. Bertalha: 3 a 5 dias fora da geladeira; até 15 dias embalada, a 10 °C. Vinagreira: 4 a 6 dias, embalada, a 5 °C. Major-gomes: 3 a 5 dias, embalado, na geladeira.\" width=\"1600\" height=\"747\">\u003Cfigcaption>Folhas delicadas pedem consumo rápido.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Preparos que fazem diferença\u003C/h3>\u003Cp>Muitas PANC vão bem refogadas com óleo, alho e sal, como a couve. É assim nas receitas da Embrapa para serralha, taioba e major-gomes. No caso da taioba, a receita manda refogar até as folhas murcharem totalmente, deixando que comece um leve cozimento.\u003C/p>\u003Cp>Outro preparo útil é o branqueamento. O livro de PANC da Embrapa Clima Temperado o descreve assim: mergulhar o alimento em água fervente por um curto período, cerca de 5 minutos, e esfriar imediatamente em água gelada. A água do branqueamento deve ser descartada. O mesmo livro lembra que plantas da família da taioba, como o inhame e o taro, podem ter substâncias irritantes, principalmente oxalatos, em todas as partes, e que folhas velhas ou malpassadas tendem a concentrar mais oxalato. Por isso, nessas plantas, colher folhas novas e cozinhar bem faz diferença.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"ilustracao\">\u003Cimg src=\"https://cultivarbrasil.com/img/guias/guia-de-panc/branquear.webp\" alt=\"Três etapas do branqueamento: água fervendo, por cerca de 5 minutos; água gelada, para esfriar na hora; descarte da água, sem reaproveitar.\" width=\"1600\" height=\"667\">\u003Cfigcaption>Etapas descritas pela Embrapa Clima Temperado.\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Nutrição no prato\u003C/h3>\u003Cp>Os folders da Embrapa Hortaliças destacam o valor nutricional dessas plantas. A ora-pro-nóbis tem de 28% a 32% de proteína na matéria seca, além de cálcio e ferro; o caruru, até 29%, com ferro e cálcio; o major-gomes, 22%, com potássio e zinco. A beldroega é citada como rica em vitamina C, magnésio e zinco; a serralha, em carotenoides e fibras; a bertalha, em vitaminas A e C, cálcio e ferro. Variar as folhas no prato é uma forma simples de variar os nutrientes.\u003C/p>\u003Cfigure class=\"video\">\u003Ciframe src=\"https://www.youtube-nocookie.com/embed/LZg3rsK5e8s\" title=\"Beldroega, Picão-preto, Caruru, consideradas daninhas, podem ser comestíveis. PANC.\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen>\u003C/iframe>\u003Cfigcaption>Vídeo: \u003Ca href=\"https://www.youtube.com/watch?v=LZg3rsK5e8s\">Beldroega, Picão-preto, Caruru, consideradas daninhas, podem ser comestíveis. PANC.\u003C/a> · Uma botânica na cozinha · 4 min\u003C/figcaption>\u003C/figure>\u003Ch3>Valorizar quem cultiva\u003C/h3>\u003Cp>A publicação do Ministério da Agricultura sobre hortaliças tradicionais lembra que essas plantas têm potencial para enriquecer a dieta e melhorar a renda das comunidades, e que incentivar o consumo de variedades locais ajuda a preservar a diversidade e o patrimônio cultural. Comprar PANC de agricultores familiares nas feiras é uma forma de manter esse conhecimento vivo.\u003C/p>\u003Cdiv class=\"curiosidade\">\u003Ch4>Você sabia?\u003C/h4>\u003Cp>As sementes de algumas PANC também são comestíveis. As da beldroega e as do major-gomes, pequenas e pretas, podem ser usadas sobre pães, como se faz com o gergelim, segundo a Embrapa Hortaliças.\u003C/p>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"pratica\">\u003Ch4>Na prática\u003C/h4>\u003Cp>Leve as PANC para a sua rotina:\u003C/p>\u003Col>\u003Cli>\u003Cstrong>Planeje a colheita\u003C/strong> para o dia em que for cozinhar, já que muitas folhas duram pouco.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Teste o branqueamento\u003C/strong> numa folha mais firme e compare a cor e a textura.\u003C/li>\u003Cli>\u003Cstrong>Procure uma feira agroecológica\u003C/strong> na sua cidade e pergunte aos agricultores quais PANC eles cultivam.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>\u003Cdiv class=\"fontes\">\u003Ch4>Fontes\u003C/h4>\u003Col>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071385/1/ftaioba.pdf\">Hortaliças não convencionais: taioba\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071183/1/folderbertalha.pdf\">Hortaliças não convencionais: bertalha\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071168/1/forapronobis.pdf\">Hortaliças não convencionais: ora-pro-nóbis\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071384/1/foldervinagreira.pdf\">Hortaliças não convencionais: vinagreira\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Botrel, N.; Madeira, N. R.; Melo, R. A. C.; Amaro, G. B. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1071175/1/folderMajorGomes.pdf\">Hortaliças não convencionais: major-gomes\u003C/a>. Embrapa Hortaliças (folder), 2017.\u003C/li>\u003Cli>Durigon, J.; Guarino, E. S. G.; Heiden, G. (ed.). \u003Ca href=\"https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1174179/1/Livro-PANCs-06-12-2024.pdf\">Plantas alimentícias não convencionais no Território Zona Sul: identificação de espécies e usos de estruturas vegetativas\u003C/a>. Embrapa Clima Temperado / FURG, 2024.\u003C/li>\u003Cli>Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. \u003Ca href=\"https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/857646/1/Cartilha-Hortalicas-nao-convencionais.pdf\">Hortaliças não-convencionais (tradicionais)\u003C/a>. MAPA, com Emater-MG, Embrapa Hortaliças e Epamig, 2010.\u003C/li>\u003C/ol>\u003C/div>",[216,223,230],{"options":217,"question":221,"answer":37,"explanation":222},[218,219,220],"1 a 2 dias","1 mês","6 meses","Quanto tempo a taioba dura fora da geladeira?","Embalada na geladeira, até uma semana.",{"options":224,"question":228,"answer":29,"explanation":229},[225,226,227],"Usar no feijão","Descartar","Beber","O que fazer com a água do branqueamento?","É a recomendação do livro de PANC da Embrapa Clima Temperado.",{"options":231,"question":233,"answer":37,"explanation":234},[81,170,232],"Só a taioba crua","Qual destas PANC é citada como rica em vitamina C?","Além de magnésio e zinco.","/uploads/audios/guides/guia-de-panc-da-horta-a-mesa-dialogo.mp3","2026-10-31T14:44:57.993Z",[],1793458845978]